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Wilson Lima quer inviabilizar CPI da Pandemia

O governador Wilson Lima (PSC) decidiu jogar pesado para inviabilizar a CPI da Pandemia que apura denúncias de corrupção na Secretaria de Saúde do Estado e que já descobriu, em apenas duas semanas, escândalos que podem comprometer o seu Governo. Determinou que deputados da base entrassem na Justiça contra a CPI e ontem (18/6) a juíza Onilza Abreu Gerth suspendeu o ato do presidente da Assembleia Josué Neto (PRTB), que designou os membros da CPI, atendendo a uma ação dos deputados Mayara Pinheiro, Belarmino Lins e Álvaro Campelo que exigem uma vaga na CPI. A decisão da magistrada foi comemorada na sede do Governo.

O que Wilson teme?

Em menos de duas semanas, a CPI abriu a caixa preta da Susam e descobriu uma série de irregularidades que o deputado Serafim Corrêa (PSB) definiu como “assustadoras”. O escândalo da compra superfaturada de respiradores mecânicos na loja de vinhos é fichinha na frente das outras irregularidades. Ainda ontem (18/6) o TCE acolheu denúncia do Ministério Público de Contas (MPC) que aponta superfaturamento de R$ 4,68 milhões na compra de mais de 1 milhão de aventais descartáveis fornecidos por uma lavanderia industrial. O valor do sobrepreço apurado pelo MPC é quase dez vezes maior que o constatado na compra dos respiradores. Esse é apenas uma das dezenas de casos de irregularidades descobertos também pela CPI.

Mais de 200 milhões sem licitação

 O Governo do Amazonas fez compras de produtos e serviços que superam R$ 240 milhões sem Licitação só nos últimos 190 dias. O presidente da CPI, deputado Delegado Péricles (PSL) diz que a situação é ainda mais grave nas contratações do hospital de campanha da Nilton Lins, a maioria por processo indenizatório, em que não há contrato e valores preestabelecidos. Há também superfaturamento na compra de testes para Covid-19, segundo o deputado Wilker Barreto (Podemos). É para evitar que tudo isso venha a tona que o governador Wilson Lima trabalha para inviabilizar a CPI e tem apoio dos deputados da base aliada.

TJA trava investigação

Wilson Lima tem encontrado boa guarida no Tribunal de Justiça do Amazonas, que em decisões seguidas, vai atendendo de forma direta as ações contra o trabalho dos deputados.

Josué vai insistir

O presidente da Aleam, Josué Neto, afirma que os trabalhos da CPI não podem parar e acionou a Procuradoria da Casa para contestar as recentes decisões da Justiça. Josué diz que a nomeação dos membros da CPI foi “absolutamente legal e obedeceu o regimento interno”. Mas por enquanto quem está ganhando todas na Justiça são os deputados aliados de Wilson Lima.

Dinheiro em caixa

Manaus e as 61 prefeituras do interior do Estado, vão receber hoje (19/6) R$ 14,8 milhões do segundo repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) do mês de junho. A informação é da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

Associação Comercial

O empresário Jorge de Souza Lima assumiu a presidência da Associação Comercial do Amazonas. A entidade completou 149 anos de existência, mas nos últimos anos tem tido uma atuação distante das discussões sobre a economia local, suas alternativas e possibilidades.

Aeroporto pelado

Após a reforma que sofreu, o aeroporto Eduardo Gomes dá um mau exemplo numa Manaus que sonha em atrair turistas estrangeiros. A área de estacionamento, por exemplo, é um deserto a céu aberto, sem nenhum tipo de vegetação.  Reproduz o que acontece aos montes numa Manaus que começa agora em junho, a sentir os efeitos das temperaturas do verão. 

Lavagem das feiras

A Prefeitura de Manaus poderia aproveitar o período, ainda com espaços sendo ocupados, para fazer limpeza em algumas feiras da capital. No Parque Dez, por exemplo, há uma feira tradicional que há muito tempo pede uma limpeza na base do sempre bom água e sabão. Higiene é fundamental nesses tempos de pandemia.

Mais um round

A guerra aberta entre o conselheiro do TCE, Ari Moutinho, e o governador Wilson Lima teve nova investida. O governador Wilson Lima (PSC) pediu a suspeição de Moutinho, que este ano é o relator das contas do Governo. Depois de ser chamado pelo conselheiro de ladrão, cleptomaníaco, líder de quadrilha e analfabeto, Wilson alega que Moutinho não tem isenção para julgar suas contas

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