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Wilson Lima aposta que impeachment não passa na Assembleia Legislativa

Depois de recusar uma intervenção negociada do Governo Federal na saúde do Amazonas, o governador Wilson Lima (PSC) está confiante de que o pedido de impeachment protocolado no último dia 21 pelo presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas, Mário Vianna, será arquivado pelos deputados e não chegará nem mesmo a ir à plenário. Pelo regimento, cabe ao presidente da Casa, no caso, o deputado Josué Neto (PRTB) decidir se o processo é válido, após o parecer da Procuradoria Jurídica, onde o processo se encontra nesse momento. Josué pode deixar para a Mesa Diretora decidir se o processo de impeachment vai a plenário ou será arquivado.

Belarmino Lins é escalado

A missão de brecar o impeachment foi dada ao experiente e articulado Belarmino Lins (PP). A deputada Joana Darc foi para o paredão e seu cargo de líder está com os dias contados. Joana não tem o respaldo da maioria dos deputados é considerada fraca na articulação política e na defesa do Governo. Sua atuação na sessão em que foi aprovado o pedido de intervenção federal na saúde foi um desastre, segundo fontes do Governo.

A explosão da Covid-19 no Amazonas

O recorde de 409 novos casos confirmados e 27 mortes por coronavírus no Amazonas num espaço de apenas 24 horas (de quarta para quinta-feira) mostra que o vírus está se expandindo numa velocidade muito maior do que o esperado pelo setor de saúde do Estado. Os números dobraram em pouco mais de uma semana, saindo de 1.484 no dia 14 de abril para 2.888 nesta quarta-feira (23/4).

Arthur cobra mais velocidade

O prefeito Arthur Neto está convencido que a luta contra o coronavírus em Manaus ainda está no começo. Em audiência on line da Câmara Federal com a presença de vários políticos, Arthur disse que é preciso acelerar os processos de enfrentamento ao Covid-19. “ O governo federal que tem as maiores condições precisa atuar na mesma velocidade com que o vírus avança”.

Pesquisa mostra cenário em Manaus

Pesquisa de Opinião, da empresa Perspectiva sobre coronavírus, divulgada nesta sexta-feira (24) revela que 68% da população de Manaus não ficou em isolamento total durante três dias e mostra que 31% da população acredita que medidas de isolamento em Manaus vai durar de 30 a 60 dias.A pesquisa aponta que 80% da população, acreditam que o número de pessoas infectadas em Manaus é maior do que o divulgado oficialmente.

Baixa adesão à quarentena

A baixa adesão ao isolamento social no Estado justifica a explosão de casos. E mantendo-se a média dos últimos dias, o Amazonas deve fechar abril com cerca de 5 mil casos com consequências terríveis. O sistema de saúde colapsou quando o Estado registrou os primeiros mil casos, mais precisamente no dia 11 de abril.

Promotores pedem ação do ministro

O Estado perdeu o controle da situação e procuradores dos Ministérios Público Federal, Estadual e do Trabalho enviaram documento ao ministro da Saúde, Nelson Teich, recomendando que ele administre diretamente o sistema de saúde do Amazonas, fiscalizando, auxiliando ou mesmo intervindo na gestão.

TCE anuncia auditoria

O TCE anunciou que vai fazer auditoria técnica nos equipamentos comprados recentemente pelo Governo do Amazonas para equipar o hospital de retaguarda da Nilton Lins. Vão verificar se houve superfaturamento e se os equipamentos atendem às necessidades dos pacientes graves.

Novo comando na saúde

O ministro da Casa Civil, Braga Netto, anunciou que o Governo Federal convocou 83 profissionais de saúde para atuarem em Manaus para o enfrentamento ao novo coronavírus. A decisão é atribuída ao general Pazzuello, que estava sediado em Manaus. A ida de Pazzuello para o Ministério teve o dedo do superintendente da Suframa, Coronel Alfredo Menezes.

Reforço Federal

Mais 13 profissionais da saúde e respiradores mecânicos enviados pelo Ministério da Saúde chegaram a Manaus na quinta-feira. São quatro médicos, dois fisioterapeutas e sete enfermeiros do programa Força Nacional do SUS.

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