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Wilson chega ao fundo do poço com acolhimento do processo de impeachment

🔻 Governador enfrenta derrotas sucessivas no Poder Judiciário

🔻 Para se salvar do impeachment, precisa do apoio de oito dos 24 deputados estaduais

🔻 Pressão popular e decisão do STJ podem enfraquecer apoio político na Aleam

O governador Wilson Lima e seu vice, Carlos Almeida Filho, completam hoje (1/5) 16 meses de mandato. Saíram da condição de mais votados da história do Amazonas ao mais rejeitados. Wilson e Carlos Almeida não têm mais apoio popular, estão perdendo todas as ações na Justiça e agora enfrentam um desgastante processo de impeachment, iniciado ontem (30) com a acolhimento da ação impetrada pelo presidente do Sindicato dos Médicos, Mário Vianna, e pela secretária-geral, Patrícia Sicchar.

✅ Contra o impeachment

Wilson ainda tem apoio de alguns deputados que evitaria o impeachment, mas pode perdê-lo com o agravamento da pandemia de coronavírus no Amazonas, que antes do pico, previsto para as próximas semanas, lidera o ranking nacional de casos e de mortes para grupo de 100 mil habitantes, e caso o STJ autorize a investigação para apurar favorecimento do governador no caso da compra de 28 respiradores mecânicos por R$ 2,9 milhões.

✅ Vice some e se mantém calado

Wilson está solitário. O vice-governador Carlos Almeida, considerado o homem forte do Governo, sumiu e não se manifesta publicamente há mais de 15 dias. E ninguém explica o motivo.

✅ O que temem os assessores

Assessores mais próximos do governador temem que a situação se agrave caso o Superior Tribunal de Justiça autorize a investigação da denúncia de compra superfaturada de 28 respiradores mecânicos por R$ 2,9 milhões de uma empresa que funciona no endereço de uma loja de vinhos. Temem ainda a deflagração de uma operação da Polícia Federal para apurar desvios nas compras e contratos de serviços nas ações de combate à Covid-19, como ocorreu em Macapá (AP) essa semana.

✅ Derrotas na Justiça

Para complicar a situação, duas decisões da Justiça enfraquecem ainda mais o governador. Uma, proferida pelo desembargado Sabino Marques, reduziu de 14 para 11% a alíquota que o Governo deve descontar dos servidores públicos para a Previdência estadual (Amazonprev) com grande impacto nas finanças do Estado. A segunda determina bloqueio de R$ 50 mil das contas do Estado e particular do governador por não ter cumprido pela segunda vez e nem justificado o cumprimento da decisão do juiz César Luiz Bandiera que exigia a oferta de serviços de hemodiálise nas UTIs das unidades de saúde do Estado para pacientes renais.

✅ Apoio diminui

Até um mês atrás, Wilson Lima tinha apoio da grande maioria dos deputados ao ponto de aprovar o congelamento dos salários dos servidores e TODAS as medidas de interesse do Governo. Apenas três deputados (Wilker Barreto, Dermilson Chagas e Serafim Corrêa) faziam oposição. Esse número vem crescendo e na votação do pedido de intervenção federal na saúde, Wilson perdeu por 12 votos. Para se salvar do impeachment, Wilson Lima e Carlos Almeida precisam de oito votos. Hoje ainda tem.

✅ Arthur previne contra o pior

O prefeito Arthur Neto, acredita que o pior do coronavírus ainda está por vir. “Sigo buscando apoio onde posso, para obtenção de remédios e equipaqmentos, que nos ajude a enfrentar o pico da doença previsto para o mês de maio emais uma vez, faço um apelo para que fiquem em casa”, disse o prefeito.

✅ Números que assustam

O Amazonas inicia maio com 5.254 casos confirmados e 425 mortes por coronavírus. Os números são assustadores. São maiores que de Minas Gerais, que tem população quatro vezes maior e até mesmo que a Argentina que tem 44 milhões de habitantes. E, segundo o próprio governador, os números tendem a aumentar nas três próximas semanas.

✅ Lockdown descartado

Mesmo aconselhado por especialistas, Wilson Lima não adotou o lockdown, o bloqueio máximo de circulação de pessoas. Em São Luís (MA), a decisão do lockdown foi da Justiça.

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