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Vice-presidente da República se reúne com representantes da indústria do AM

Manaus – O vice-presidente Hamilton Mourão destacou a necessidade do Amazonas ser integrado ao País com a rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho) e a melhoria das hidrovias, além de defender avanço no setor agropecuário. Para o general, a Amazônia deve ser “preservada”, mas não é “uma reserva intocada”. Ele também defendeu a Zona Franca de Manaus.

(Foto: Divulgação)

Mourão, participou, na tarde desta segunda-feira, da sessão virtual da 20ª Reunião do Comitê Indústria ZFM Covid-19’. Nesta edição, o evento debateu ‘As Novas Matrizes Econômicas do Estado do Amazonas’ e contou com a participação da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), do Centro das Indústrias do Amazonas (Cieam) e do Federação das Agricultura (Faea), além da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), dentre outros.

“A Amazônia aparece para os olhos do mundo como se devesse ser uma reserva intocada”, comentou. “Temos que mantê-la preservada, mas temos que ter projetos adaptados à realidade local, que sirvam para alavancar a produção e fornecer emprego e renda para quem ali vive”, afirmou.

O vice-presidente citou as dificuldades logísticas do Estado que devem ser superadas para alcançar o desenvolvimento. “O Amazonas se liga ao restante do Brasil, ou via fluvial ou via área. E isso aparece sempre como uma desvantagem. Mas temos que olhar também que cinco dos maiores rios do Brasil, estão localizados no Estado do Amazonas. Essa questão deve ser devidamente explorada no intuito de nós termos uma rede de suprimento utilizando essas hidrovias que obviamente balizadas e com manutenção, para embarcações de grande porte possa transitar” disse Mourão.

Mourão elogiou ainda o modelo de negócios da Zona Franca de Manaus e alertou que o contexto pós-covid pode trazer novas indústrias para a região. “Haverá uma certa ‘desglobalização’ ocorrendo após o domínio desse vírus da covid”, disse. Segundo ele, o Brasil precisa estar preparado para receber indústrias que vão sair de certos lugares e buscar novos mercados.

O presidente da Fieam, Antonio Silva, perguntou sobre a posição do governo frente a Zona Franca de Manaus e seus incentivos na reforma tributária e Mourão afirmou que o “desmame” dos benefícios fiscais na região da Amazônia só ocorrerá quando houver condições de diminuir custos de produção na área. “Esse desmame ocorrerá a partir do momento que outras condições forem colocadas para que a produção na Amazônia se dê de forma sustentada e dentro de um custo aceitável”, disse.

Mourão citou as três fases do modelo econômico. O primeiro voltado para os produtos do comércio que atraia turistas para a compra de eletrodomésticos, nos anos 70. Na década seguinte, lembrou da fase de industrialização e do estabelecimento de indústrias internacionais até os dias atuais, com uma diversificação maior de produção.

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