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Tensão: Força Nacional envia 30 agentes para região do rio Abacaxis

Atendendo a um requerimento do Ministério Público Federal (MPF) e de outras instituições, a Força Nacional informou que irá enviar 30 agentes para a região do rio Abacaxis, entre os municípios de Borba e Nova Olinda do Norte, nesta sexta-feira (14), para reforçar a segurança do local, onde estão ocorrendo conflitos e mortes. A população local acusa a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas/Polícia Militar de ser autora de violações cometidas contra os povos indígenas. A região faz parte dos Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAEs) Abacaxis I e II que abriga indígenas e populações tradicionais.
A Polícia Federal está na região, investigando as denúncias e, segundo apurou e divulgou o MPF, as tensões se agravaram após uma série de potenciais abusos e ilegalidades relatados por indígenas e moradores dos assentamentos em relação à conduta dos policiais que participam de operação realizada supostamente para coibir o tráfico de drogas na região, no início de agosto, poucos dias após um episódio de conflito os comunitários, por conta do uso do rio Abacaxis para pesca esportiva sem licença ambiental, que culminou em suposto atentado contra um dos tripulantes de uma lancha civil, o secretário-executivo de Estado, Saulo Rezende.
Segundo depoimentos dos comunitários ao MPF, os policiais que estavam na lancha, não usavam uniformes e não se identificaram mesmo após horas de atuação e abordagem por lideranças extrativistas. A situação teria causado pânico em todas as comunidades e aldeias pensando se tratar de ato de represália privada. No dia seguinte, a SSP enviou efetivo de 50 policiais, incluindo o comandante da Polícia Militar no Amazonas, para o local. A partir daí, o MPF passou a receber relatos diários de diversos atos de abuso e violação de direitos por parte da Polícia Militar contra indígenas e extrativistas do rio Abacaxis, com relatos até mesmo da prática de tortura e homicídio.
A tensão na região é alta e até o momento, há confirmação de um indígena munduruku morto e outro desaparecido, além de três mortes de assentados. Entre os mortos há confirmação do óbito por uso de arma de fogo. Na quarta-feira (12), o MPF também obteve informações de novos tiroteios com crianças baleadas quando viajavam com familiares em uma voadeira na região onde ocorre a operação. As crianças estão recebendo atendimento médico, em Manaus

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