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Teatro radiofônico encanta com o projeto “Bicharada na floresta” em formato podcast

“A saga de um Tracajá em busca de sua própria canção e das vozes de seus ancestrais” terá leitura cênica agendada para os dias 08 e 09 de maio, com transmissão on line no Portal MeVER e Youtube. O projeto oferecerá uma semana de oficinas teatrais. 

A transmissão da leitura cênica irá acontecer no Portal das Artes MeVer (www.mever.com.br) e youtube nos dias 08 e 09 de maio, às 15h em Manaus, 16h em Brasília e 20h em Portugal. As inscrições para as oficinas formativas do projeto “Bicharada na floresta” estão abertas até o dia 02 de maio e podem ser feitas no link: https://linktr.ee/arteecomunidade. As vagas são limitadas.

O projeto foi contemplado na categoria – Teatro, pelo Programa Cultura Criativa – 2020/Lei Aldir Blanc – prêmio Feliciano Lana do Governo do Estado do Amazonas, com apoio do Governo Federal – Ministério do Turismo – Secretaria Especial da Cultura, Fundo Nacional de Cultura. O “Bicharada na floresta” é composto por artistas do Amazonas, Minas Gerais, Espírito Santo, Distrito Federal e Portugal.

A maratona de oficinas acontecerá no período de 04 a 07 e 10 a 12 de maio de 2021. Serão oferecidas oficinas de Teatro e telepresença; Formas Animadas I (Criação); Formas Animadas II (Manipulação); Iniciação à escrita de projetos Culturais; Iniciação Teatral; Expressão Corporal e Ancestralidade; Introdução aos Aspectos Criativos da Produção de Podcast. As oficinas serão gratuitas.

A coordenadora, Amanda Ayres, afirma que o projeto “Bicharada na floresta” é uma fusão do Arte & Comunidade (ESAT/UEA) – projeto que atua nas comunidades do Amazonas e no contexto de pandemia tem conectado artistas num contexto local-global de modo a estabelecer redes entre artistas atuantes e militantes do estado do Amazonas – com a InsanaCena (Portugal), o Portal das Artes Mever (Distrito Federal), do Estúdio Savana Rise (Minas Gerais), Agência CoLab (Minas Gerais), Allegriah (Amazonas) e  República 14 (Algarve – Portugal).

“A saga de um Tracajá em busca de sua própria canção e vozes de seus ancestrais” conta a história de um quelônio que sobrevive à destruição da floresta amazônica, encontra a Onça Pintada, a Urubu-Rainha, o Bicho-Preguiça, a Samaúma e a Anaconda. Mestres encantados que conduzem o contador de histórias Griô, pela saga de uma escuta sensível de si, dos outros animais e da floresta.

Para o diretor artístico, Guto Martins, o que o projeto “Bicharada da floresta” tem de inovador é que ele conta com atravessamentos e releituras de obras e legados, que vão do clássico ao contemporâneo, de artistas, pensadores, filósofos, escritores e ambientalistas como: Vandana Shiva, Davi Kopenawa, Guimarães Rosa, Platão, Manoel de Barros, Ailton Krenak, Eduardo Galeano, David Attenborough entre outros,  para encontrar a medida certa da mensagem que os cinco animais amazônicos vão falar, cantar e escutar.

O projeto teve início em dezembro de 2020, após ter sido contemplado com o prêmio para criação teatral – Feliciano Lana. A inspiração inicial do projeto foi a canônica obra musical “Os Saltimbancos”, de autoria do atual ganhador do prêmio Camões, o compositor Chico Buarque de Holanda. “De certa forma, o revolucionário quarteto de animais cantores que se unem contra a opressão dos seus patrões, está novamente reunido nesta dramaturgia, lançando outro olhar sobre as relações da humanidade, dos bichos e a própria floresta”, diz Guto Martins.  

A equipe de direção do projeto é composta por Amanda Ayres, coordenadora geral do Arte e Comunidade (ESAT/UEA), professora e oficineira de telepresença; Guto Martins, diretor artístico do projeto, dramaturgista, sonoplasta, diretor vocal, bonequeiro, oficineiro de formas animadas e oficineiro de podcast; Guilherme Carvalho, na transmissão de espetáculo, streaming e edição de vídeo ao vivo, oficineiro de telepresença;  Jackeline Monteiro, diretora de produção atriz e oficineira de produção cultural e Matheus Magalhães, diretor musical dublador tracajá, compositor, e oficineiro de podcast.

A equipe de dubladores e assistentes é composta por  Du Teixeira, dublador onça, ator de teatro, cinema e televisão; Mariana Vasconcelos, dubladora anaconda, atriz de teatro, dubladora, bailarina, professora; Rhea Kneifati, dubladora Urubu-rainha, cantora, com experiência em atuação e direção para cinema; Jackeline Monteiro, dubladora da preguiça; Rafaela Monteiro, assistente de direção artística, assistente de dramaturgia, atriz e professora; Leandro Lopes, produtor do Arte e Comunidade, oficineiro de expressão corporal e ancestralidade amazônica; ator e professor; Cod’Preto, assistente de direção musical; Vítor Lima, assistente de produção; ator, cantor, gestor de Facebook e Maria Hagge como gestora de Instagram.   

O projeto conta com preparadora vocal, Leonor Cabrita, pianista, compositora, professora, cantora de jazz, diretora musical; o bonequeiro, Magnun Soares, oficineiro de formas animadas, bailarino, ator e professor; a oficina de iniciação teatral é ministrada por Nath Diniz, oficineira atriz e professora; o diretor de mídias sociais, Gustavo Neves, artista audiovisual, editor, roteirista; Iogan Montefusco, desenhador de identidade visual e o artista plástico, Marco Antônio Motta.

Oficina dirigida à escrita de projetos culturais

A Assistente de Coordenação do Arte e Comunidade, produtora do projeto Bicharada na floresta e oficineira, Jackeline Monteiro, afirma que a temática das oficinas do projeto foi pensada pela exigência da criação artística, neste período pandêmico. Ela dará a oficina de “Iniciação à escrita de projetos culturais”, no dia 07, de 14h às 17h (horário de Manaus- MAO). “Esta oficina surge para suprir a inquietação de artistas que precisam de ajuda para fazerem seus projetos, pois não conseguem sair do campo das ideias. Contempla desde o momento inicial, onde há uma chuva de ideias, até a prestação de contas”.

Para ela, o grande diferencial dos oficineiros do projeto é, além da experiência de cada um, o fato de estarem interligados profissionais de Portugal, Minas Gerais, Amazonas e Brasília, com culturas e metodologias diferentes, o que oportuniza uma grande troca de conhecimento com os participantes das oficinas.

Calendário de oficinas formativas

01 – Oficina: Teatro e Telepresença

Oficineiro (a): Amanda Ayres e Guilherme Carvalho

Data: 04/05/2021                   Duração: 3h

Hora: 14h (Manaus) | 15h (Brasília) | 18h (Portugal)

02 – Oficina: Formas Animadas I – Criação

Oficineiros: Guto Martins e Magnum Soares

Data: 05/05/2021                   Duração: 3h

Hora: 15h (Manaus) | 16h (Brasília) | 20h (Portugal)

03- Oficina: Formas Animadas II – Manipulação

Oficineiros: Guto Martins e Magnum Soares

Data: 06/05/2021                   Duração: 3h

Hora: 15h (Manaus) | 16h (Brasília) | 20h (Portugal)

04 – Oficina: Iniciação a escrita de projetos Culturais

Oficineira: Jackeline Monteiro

Data: 07/05/2021                   Duração: 3h

Hora: 14h (Manaus) | 15h (Brasília) | 19h (Portugal)

Público alvo: a partir dos 16 anos, artistas e não artistas.

05 – Oficina: Iniciação Teatral

Oficineira: Nath Diniz

Data: 10/05/2021        Duração: 3h

Hora: 16h (Manaus) | 17h (Brasília) |  21h (Portugal)

06 – Oficina: Expressão Corporal e Ancestralidade.

Oficineiro: Leandro Lopes

Data: 11/05/2021                   Duração: 3h

Hora: 14h (Manaus) | 15h (Brasília) | 18h (Portugal)

07 – Oficina: Introdução aos Aspectos Criativos da Produção de Podcast

Oficineiro (a): Matheus Ushag e Guto Martins

Data: 12/05/2021                               Duração: 3h

Hora: 15h (Manaus) | 16h (Brasília) | 20h (Portugal)

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