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Servidores são contra fechamentos de policlínica no Centro

Manaus – Servidores da Policlínica Gilberto Mestrinho, localizada na avenida Getúlio Vargas, no Centro, realizaram manifestação em frente à unidade hospitalar na tarde desta sexta-feira (28). Os servidores estão revoltados pois, segundo eles, foram informados que o local será utilizado como nova sede para o Corpo de Bombeiros. A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) emitiu nota negando a informação.

Conforme os servidores, os trabalhadores temem ser realocados para outros hospitais, como explicou o enfermeiro Bruno Fernandes. “Há mais ou menos dois ou três dias nós recebemos a informação de que o Corpo Militar de Bombeiros irá assumir a policlínica e nós estamos aqui para dizer não”, disse Fernandes.

O prédio existe no local há vários anos e recebeu o nome de Policlínica Gilberto Mestrinho em 2009. A unidade hospitalar oferece gratuitamente atendimentos em diversas áreas da saúde e atende boa parte da população de Manaus e do interior. “Nós temos vários atendimentos, em saúde da mulher, testagem de HIV e outras ISTS e vamos implantar novos programas, como o da saúde do indígena. Então temos vários serviços para atender a população”, afirmou Bruno.

Servidores da policlínica Gilberto Mestrinho fazem manifestação na tarde desta sexta-feira, prédio será nova sede do Corpo de Bombeiros (Foto: Carlos Nascimento / GDC)

A policlínica é referência em atendimento e tornou-se essencial para boa parte da população a população interiorana que não tem condições de pagar por atendimentos de saúde, como explica a técnica de enfermagem Socorro Silva, que trabalha no prédio hospitalar há 40 anos, explica que “Estão desconsiderando o amplo atendimento que a policlínica. Não concordamos com esse absurdo que está sendo colocado com os trabalhadores da população. O governo tem muito espaço, nós temos pouco espaço para atender essa população sofrida que vem do interior”, ressalta.

A policlínica também realiza atendimentos psiquiátricos. A funcionária pública Adelice Andrade foi diagnosticada com a Síndrome do Pânico e só encontrou ‘salvação’ na policlínica Gilberto Mestrinho após passar mais de um ano na fila do SUS e não conseguir atendimento com psiquiatra. “Eu vim aqui e fui muito bem atendida, se aqui fechar para onde eu vou? Os profissionais da policlínica realizam um atendimento qualificado e agora o Governo quer tirar isso da população. Eles tem que ter respeito pelo povo”, disse.

Nota
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que a informação de fechamento da policlínica não procede. A Susam informou ainda que, quando e se houver algum planejamento neste sentido, irá informar oficialmente tanto direção, quanto servidores dessa ou de outra unidade.

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