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Saída da Petrobrás do Amazonas

Eduardo Braga alerta que Amazonas precisa se tornar atrativo na indústria de óleo e gás

Parlamentar disse que a Refinaria de Manaus está desatualizada tecnologicamente e que esse problema precisa ser equacionado rapidamente

O senador Eduardo Braga, líder do MDB, se pronunciou neste sábado (27) sobre o anúncio da saída da Petrobras do Amazonas. Ele alertou que o Amazonas está sob ameaça de perder futuros empreendimentos na indústria de óleo e gás, caso o governo do Estado não construa, urgentemente, um plano estratégico para mostrar ao mercado financeiro a importância de atrair investimentos nacionais e internacionais para a bacia produtiva de Urucu. A reserva petrolífera está sendo colocada à venda pela Petrobras.

Desde 2010, a Petrobras iniciou o processo de desinvestimento no Amazonas, que começou com a venda da operação do gasoduto Urucu/Manaus, hoje administrada pela empresa francesa Engie. A companhia também colocou à venda a Refinaria de Manaus Isaac Sabbá, um dos mais importantes patrimônios na macroeconomia do Estado.
“E, agora, não é surpresa, anuncia que está vendendo toda a bacia produtiva gasífera, que envolve Urucu e obviamente as suas reservas de gás no Estado”, disse Braga.

O senador explicou que, com a medida da Petrobras de deixar o Amazonas, o Estado precisa se mostrar mais atrativo para futuros investidores:
“sob pena de não termos investimentos” na indústria de óleo e gás, que representa um percentual significativo no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Eduardo Braga lembrou que os últimos investimentos da Petrobras no Amazonas, aconteceram no período de 2002 a 2010, quando o parlamentar foi governador do Estado e a presidência era do PT.

Desatualizada ─ Eduardo Braga disse que a falta de investimento da Petrobras no Amazonas deixou a Refinaria de Manaus desatualizada tecnologicamente e que, atualmente, está fazendo com que o petróleo que produzido em Urucu – que é um produto leve e de alta qualidade – seja levado para ser refinado na Bahia. “Enquanto isso, dois grupos empresariais do setor, importam derivados de petróleo de Houston, Georgetown, Kuait e Iraque e vendem aqui no Amazonas. Mas essa operação é ruim para a geração de emprego, renda e o arranjo macroeconômico”, observou o senador.

─ A defasagem tecnológica da nossa refinaria é um problema que precisa ser equacionada rapidamente. E a Petrobras não vai mais investir aqui. O pré-sal ficou grande demais em relação a operação da companhia na Amazônia. Então, o que a Petrobras estabeleceu? A minha prioridade é o pré-sal e não mais a exploração continental. A Petrobras está se especializando em empresa de exploração de águas profundas -, finalizou Eduardo Braga.

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