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Professores entregam novo pedido ao Ministério Público para suspensão de aulas presenciais em Manaus

A Associação Sindical dos Professores de Manaus (Asprom Sindical) entregou, nesta sexta-feira (9), um novo pedido ao Ministério Público do Amazonas para a suspensão das aulas presenciais na rede estadual de ensino de Manaus. O encontro aconteceu na sede do MP e reuniu representantes da associação e da categoria.

O Amazonas foi o primeiro estado do País a reabrir escolas em meio à pandemia. Em Manaus, cerca de 110 mil alunos do Ensino Médio voltaram às aulas presenciais no dia 10 de agosto, e 111 mil do Ensino Fundamental retornaram no dia 30 de setembro. Desde o retorno das atividades, os sindicatos ligados aos professores vêm realizando diversos protestos e também buscam na justiça a suspensão das aulas, alegando um alto índice de contaminação pela Covid-19 entre os profissionais da educação.

No dia 12 de agosto, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) já havia apresentado uma denúncia ao Ministério Público, pedindo a suspensão da retomada. A ação tinha como objetivo evitar risco de contaminação em massa entre as pessoas.

Até o final de setembro, mais de 3,3 mil profissionais da área da educação já testaram positivo para a Covid-19. Em todo o Amazonas, o número de contaminados ultrapassa 145 mil.

De acordo com o coordenador de comunicação da Asprom, Lambert Melo, na reunião, a categoria apresentou um documento com imagens, vídeos e depoimentos de professores sobre o avanço da Covid-19 dentro das escolas públicas na capital.

“Esse encontro foi para denunciar as contaminações que estão acontecendo dentro das escolas estaduais e com isso buscar apoio do Ministério Público para a suspensão das aulas presenciais. E nós apresentamos, além de dados, vídeos e fotos encaminhados pela própria categoria à Asprom, e também relatos de visitas que fizemos às escolas, né?”, explicou.

Segundo Lambert, a categoria saiu da reunião com uma promessa do Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MP, Carlos Fábio Braga Monteiro, de tentar intermediar uma reunião entre os professores e o Governo, a fim de buscar uma solução para o problema.

“O sub-procurador ficou muito sensibilizado com os nossos relatos e nos informou que até o final desta sexta-feira (9), ele terá uma resposta junto ao MP, sobre um apoio do órgão à categoria, e uma reunião com o Governo, que o Ministério Público intermediará”, contou.

Por meio de nota, o Ministério Público confirmou a reunião e informou que o grupo protocolou, junto ao órgão, expediente solicitando o apoio da instituição para a intermediação com o Governo do Estado pela discussão do retorno das aulas presenciais na rede pública de ensino. O documento foi recebido e encaminhado para a Procuradora-Geral de Justiça.

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