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Presos no RJ, suspeitos de ordenar ataques no AM são transferidos para Manaus

Os três presos no Rio de Janeiro durante a operação “Coalizão Pelo Bem” foram transferidos para Manaus neste domingo (20). Eles desembarcaram no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes no final da tarde e, segundo a polícia, são suspeitos de liderarem uma organização criminosa e ordenar ataques ocorridos em Manaus e em cidades do interior.

De acordo com a delegada geral da Polícia Civil, Emília Ferraz, as investigações em torno dos ataques apontaram que os mandantes eram líderes de uma organização criminosa e estavam escondidos no Rio de Janeiro.

A operação foi deflagrada na última sexta-feira (18), em uma ação conjunta com as polícias do Rio de Janeiro e do Pará, onde líderes do grupo criminoso que orquestrou os ataques também foram alvos.

Homens são suspeitos de ordenarem onda de violência no Amazonas.  — Foto: Patrick Marques/G1

Homens são suspeitos de ordenarem onda de violência no Amazonas. — Foto: Patrick Marques/G1https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

A delegada informou que os três presos no Rio De Janeiro sobre a investigação dos ataques no Amazonas foram Marcelo da Silva Nunes, apontado como principal líder do grupo criminoso no Amazonas, Pedro da Silva de Carvalho, responsável pelo área financeira do grupo e Sérgio Pereira Miranda, que coordenava as ações no interior.

Ainda conforme Ferraz, os três presos serão ouvidos e encaminhados para o sistema prisional de vigilância máxima. Ela disse ainda que, durante a semana, a polícia fará tratativas para que eles sejam transferidos para presídios federais.

A operação

A operação tem o objetivo de desarticular uma quadrilha que lavava dinheiro do tráfico de drogas praticado pela maior facção criminosa do Rio de Janeiro. As investigações identificaram uma forte ligação entre o grupo criminoso do Rio de Janeiro e seu braço no estado do Amazonas.

O grupo criminoso no Rio enviava dinheiros para empresas de fachada no Amazonas. Em um ano, esse valor chegou a R$ 129 milhões. O dinheiro era usado no fortalecimento da facção no Amazonas, bem como para a aquisição de armas e drogas na região da tríplice fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia para o grupo criminoso do Rio de Janeiro.

Durante a investigação, se constatou que a estrutura de lavagem de dinheiro também presta serviço para uma facção que atua nos presídios de São Paulo.

Balanço da operação

  • Amazonas: 5 presos, 4 veículos de luxo apreendidos e R$ 13 mil apreendidos;
  • Rio de Janeiro: 8 presos, sendo 3 do AM, 4 do Pará e 1 do Rio;
  • São Paulo: 2 presos, 1 veículo apreendido.

Tropas da Força Nacional, que chegaram ao estado após os ataques para reforçar a segurança, também participam da operação. Em Manaus, 60 policiais participaram da operação, sendo 6 da Força Nacional.

Onda de ataques

O Amazonas viveu uma onda de violência entre 6 e 7 de junho. Ônibus, delegacias, viaturas policiais, ambulâncias, prédios públicos, escolas e agências bancárias foram incendiadas e alvo de tiros. Além de Manaus, nove cidades do interior do Amazonas também registraram ações criminosas.https://tpc.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

O transporte de ônibus coletivo chegou a ser suspenso por dois dias na capital. O comércio fechou as portas, não houve aulas presenciais na rede pública e particular, e o expediente de órgãos públicos foi suspenso. A campanha de vacinação contra a Covid-19 também foi interrompida.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, no total, 82 pessoas foram presas e 2 adolescentes apreendidos desde o início dos ataques. Tropas da Força Nacional, com 144 homens, chegaram ao Amazonas para reforçar a segurança e atuam desde o dia 10 de junho.

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