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Presos em casa de prostituição que explorava adolescentes e fornecia ‘cartão fidelidade’ têm prisão preventiva decretada em Manaus

Um corretor de imóveis de 52 anos e duas mulheres, de 30 e 31 anos, presos por suspeita de explorar sexualmente e favorecer a prostituição de mulheres e adolescentes em Manaus tiveram a prisão convertida em preventiva. A decisão da juíza Margareth Hoagen ocorreu no domingo (26) durante audiências de custódia.

O trio foi localizado em uma casa no bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul, usada como ponto de prostituição, onde as moças assinavam folha de ponto e os clientes tinham cartão fidelidade.

As prisões foram efetuadas durante a operação “Lupanar”. A casa onde aconteciam os programas começou a ser investigada em novembro de 2019, após denúncias.

A titular da Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente (DEPCA), Joyce Coelho, informou que 12 mulheres e três adolescentes – com idades entre 14 e 16 anos – foram encontradas no local.

“Uma amiga convida a outra. As proprietárias atraem, cooptam. É importante salientar que elas têm até um livro de ponto, onde elas [proprietárias] registram a frequência das garotas e as dívidas. Era como se fosse uma casa de show. Todas uniformizadas, dançando”, disse.

Clientes assíduos tinham cartão fidelidade — Foto: Rickardo Marques/G1 AM
Clientes assíduos tinham cartão fidelidade — Foto: Rickardo Marques/G1 AM

Clientes assíduos tinham cartão fidelidade — Foto: Rickardo Marques/G1 AM

Oito homens estavam dentro da casa no momento em que a polícia chegou. Um deles, de 52 anos, foi preso logo após manter relações sexuais com uma das adolescentes.

Joyce Coelho destacou que todos os clientes que estavam presentes na casa foram identificados e, se necessário, serão chamados para prestar esclarecimentos na DEPCA.

No local, a polícia apreendeu 17 celulares, duas máquinas de cartões, panfletos com propagandas da casa, uma caixa registradora, um livro com anotações dos programas, além de uma caixa de morfina.

As duas mulheres presas e apontadas pela polícia como proprietárias do local foram autuadas por manter casa de prostituição e favorecer a prostituição de adolescentes e adultos. Já o corretor de imóveis será autuado por exploração sexual de adolescentes.

Folha de ponto era utilizada para verificar frequência das moças — Foto: Rickardo Marques/G1 AM
Folha de ponto era utilizada para verificar frequência das moças — Foto: Rickardo Marques/G1 AM

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