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Prefeito Arthur Neto prega união entre pessoas de boa vontade em defesa da Amazônia

“Temos que explorar o banco genético mais rico do mundo. Mas, temos que ter a aceitação internacional”, disse Arthur, destacando, que a discussão atual sobre desenvolvimento e sustentabilidade têm, de um lado, os oportunistas – que pregam o desenvolvimento imediato, sem mediar as consequências – e, de outro lado, as pessoas que compreendem as necessidades do mundo contemporâneo.

Representante da organização internacional destacou importância das teses do prefeito de Manaus

O encontro antecipa o Fórum de Cidades Pan-Amazônicas e teve a participação de representantes dos nove países amazônicos, com coordenação do ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade, Fundação Konrad Adenauer e Way Carbon.

Segundo o Arthur Neto, é preciso que haja união entre os diversos segmentos. “Nós temos que estar juntos, unidos. É fundamental para dar vazão às pessoas de boa vontade, aos cientistas e àqueles que não sendo cientista têm consciência sobre essa importância da Amazônia”, disse. “Esse é um encontro útil e inevitável, com a participação de líderes que têm a consciência de que não é possível falar de economia sem levar em conta as boas práticas ambientais”, alertou.

Atividades na contra-mão da preservação do planeta

Arthur criticou a política brasileira que estimula o agronegócio e outras atividades, sem levar em conta as questões ambientais. “Qualquer atividade que inventem na Amazônia dá prejuízo e nem me refiro ao banditismo do garimpo. Falo das outras atividades, como a extração de madeira e o agronegócio, por exemplo. Dá dinheiro por pouco tempo e destrói a floresta”, argumentou.
Além de ser fundamental para o desenvolvimento econômico e social, o uso da biodiversidade para produção de bens com escala internacional é, também, segundo o prefeito de Manaus, uma estratégia para o relacionamento internacional. “Se montarmos um projeto de biodiversidade sério, juntando os cientistas e o conhecimento dos povos da floresta, dos indígenas, sob a proteção do governo brasileiro, teremos o apoio internacional e até as parcerias necessárias. Tudo tem que ser sustentável. A sustentabilidade é a origem do desenvolvimento e do progresso”, afirmou.
Arthur acredita que, seguindo essa linha, a pressão internacional em relação à destruição da floresta amazônica e seus efeitos para a humanidade será reduzida, assim como os riscos para a soberania brasileira sobre a Amazônia. “A resposta para a manutenção da soberania é simples: basta uma boa governança da Amazônia. Todo mundo reconhece a bandeira brasileira e todos nos darão apoio e até serão nossos parceiros na exploração sustentável da Amazônia”, considerou.
A participação do prefeito foi elogiada pelo secretário executivo do ICLEI América do Sul, Rodrigo Perpétuo, que destacou o pensamento integral e transversal de Arthur Neto, que conseguiu um ponto de articulação entre os tantos temas que envolvem toda a região. “A perspectivas dos municípios nesse Fórum é tentar criar plataformas para que esse combate pelo desenvolvimento sustentável possa ser bem lutado e as ideias do prefeito de Manaus nos inspiram como organizadores”, disse o secretário.

O Fórum Pan-Amazônico

O Fórum Pan-Amazônico está sendo organizado de forma permanente para discutir, sob a perspectiva das cidades, os problemas e enfrentamentos dos problemas, comuns a todos ou não. A meta é reunir os secretários de Meio Ambiente e de Desenvolvimento e áreas afins das cidades dos noves países amazônicos que enfrentam problemas comuns, entre eles o narcotráfico e a pobreza. Manaus, que já sediou o evento no ano passado, tem presença confirmada no Fórum, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e seu titular, Antônio Nelson.
O Fórum é coordenado pelo Governos Locais pela Sustentabilidade, o ICLEI, Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS); Programa Regional de Seguridad Energética y Cambio Climático em América Latina (EKLA) e a Fundação Konrad Adenauer Stiftung.
A Pan-Amazônia detém a maior floresta tropical e a maior bacia hidrográfica, em aproximadamente 7,8 milhões de quilômetros quadrados, o equivalente a 60% da América Latina, agregando nove países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela). O Brasil detém 67,8% dessa área.

Do lado brasileiro, a Amazônia é formada pelos Estados do Amazonas, Acre, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e parte do Tocantins, com uma população aproximada de 25 milhões de habitantes, 56% da população indígena do país e, aproximadamente, 25 mil quilômetros de vias navegáveis dentro desses estados.

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