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Polícia encontra veículos usados em roubo de armas em Manaus

As 108 armas de fogo, muitas de grosso calibre, da coleção do falecido coronel Fernando Valente, e que foram roubadas na noite de sábado (3) pode ter repercussão negativa na segurança pública, caso não sejam logo recuperadas.

Para algumas autoridades de segurança pública é o maior derrame de armas de fogo no mercado negro. Estas poderão cair diretamente nas mãos de criminosos de alta periculosidade para praticar assaltos e outros crimes como homicídios.


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A expectativa é que essas armas ainda estejam nas mãos dos ladrões que as roubaram. O roubo das armas está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (Derf).

Até esta tarde,  o carro das vítimas levado pelos criminosos foi localizado na rua da Glória no bairro do mesmo nome é um Tucson prata , que teria sido usado como apoio aos criminosos, foi encontrado incinerado em um ramal no Tarumã, por policiais da Delegacia Especializada em Furtos de Veículos (DEFV), conforme informou o titular da especializada Cícero Túlio, enquanto as armas ainda não há pistas do paradeiro delas.

De acordo com alguns colegas do coronel falecido, é difícil avaliar o valor monetário da coleção, existem armas de valor histórico pra colecionadores e armas, como as pistolas Glock, que custam mais de R$ 10 mil a unidade. Além destas 17 fuzis faziam parte da coleção e foram levados pelos ladroes, conforme informou o colega de farda coronel Amadeu Soares.

De acordo com Soares, coronel Valente era apaixonado por armas. “ Ele era capaz de ficar horas e horas falando sobre uma arma”, revelou Amadeu.

Outro amigo de Valente, que preferiu manter a sua identidade em sigilo, disse que ele era armeiro e chegou ter uma loja de armas de fogo na casa onde morava, na rua Epaminondas, centro. “Eu sempre chamei a atenção dele pra esse número de armas tão grande” disse o amigo.

De acordo com o amigo, a coleção de armas de Valente era conhecida é muita gente em Manaus sabia dela. Para o amigo de Valente, essa quantidade de armas para uma pessoa só é um exagero. “Essas armas serão usadas certamente para cometer crimes. Não era isso que o coronel queria, mas aconteceu, eu imagino uma falta de cuidado” disse o amigo.

Conforme o amigo, colecionadores tem que guardar suas armas em cofres e é o Exército quem cuida desse tipo de coleção que é chamada de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC).

De acordo com o amigo, com a morte do coronel abriu-se um processo de herança e as armas vão para o espólio e é o juiz é quem determina se elas podem ser vendidas para quem pode comprar armas é isso é um processo difícil.

O coronel Fernando Valente faleceu no ano de 2018 e as armas ficaram em sua casa em poder da esposa e das entradas. O assalto aconteceu na noite de sábado, as entradas foram rendidas por cinco homens encapuçados vestindo coletes.

Eles levaram as armas e o carro delas.

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