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Polícia deve pedir nova prisão de empresários acusados de envolvimento na morte de sargento

A Polícia  fez o seu papel. Investigou, prendeu o pistoleiro e chegou aos mandantes. Mas seu feito vai além: conseguiu driblar grupos interessados em abafar o caso. Grupos poderosos que pregam a justiça, mas acham que estão acima dela. Ou que a Lei vale pra todos, menos para eles e para os amigos deles.

Em cinco dias encerra o prazo da prisão temporária de Silas Ferreira da Silva, acusado de matar o sargento Lucas Gonçalves dentro  do Mizes Café, em Manaus.  A Polícia já teria concluído um pedido de prisão preventiva, que por tabela deve conter mais três nomes: do funcionário do supermercado Vitória, conhecido como  Romário (apontado como o homem que fez  contato com o pistoleiro e negociou o pagamento pela execução do sargento), e dos empresários e donos do supermercado,  Joabson Agostinho Gomes e da mulher dele, Jordana Azevedo Freire, que teriam planejado o assassinato.

Silas ja havia contado num primeiro depoimento detalhes do crime, como foi encontrado, como negociou o preço da execução, a tentativa de barganha- começou com uma oferta de R$ 10 mil e terminou em R$ 65 mil – o planejamento, o recebimento do dinheiro, o sumiço dado a arma, as luvas, máscara, roupas e a moto  utilizadas no assassinato, além de revelar o plano de fuga.

Não tem mais como adiar o final dessa triste história de traição, amor e ódio. “Há fundados indícios de autoria ou de participação de Joabson e Jordana  no delito”, como chegou a afirmar o desembargador  Yedo Simões ao negar um  dos pedidos de habeas corpus feito pelo casal.

A decisão de 9  de novembro do  ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça, que mandou soltar os acusados, não significou um salvo – conduto, nem um atestado de inocência.

A confissão do pistoleiro coloca Joabson e Jordana na cena do crime. Não apertaram o gatilho, mas teriam fornecido a arma e ordenado a eliminação do sargento.

E há outras provas, além do depoimento do pistoleiro: troca de mensagens em aplicativo de celular  entre Jordana e o sargento. Diálogos comprometedores, nos quais a vítima diz que pode ser assassinada em razão do seu relacionamento extraconjugal com a empresária, devolução de R$ 200 mil a  Joabson, dinheiro que teria sido “emprestado por Jordana”

A Polícia fez seu papel. Melhor:  até aqui conseguiu driblar grupos interessados em abafar o caso. Grupos poderosos que pregam a justiça, mas acham que estão acima dela. Ou que a justiça vale pra todos, menos para eles e para os amigos deles.

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