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OS quer atrapalhar investigações da CPI da Saúde, diz deputado

Manaus – O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) de Saúde, deputado estadual Delegado Péricles (PSL), afirmou que o primeiro depoimento de um funcionário da Organização Social de Saúde, que administra o Hospital Delphina Aziz, deixou claro que o objetivo da OS é atrapalhar as investigações realizadas pela comissão sobre o contrato milionário mantido com o executivo estadual. De acordo com Péricles, a contadora de OS Thayane de Souza alegou, na tarde desta quinta-feira (27), desconhecer informações básicas referentes à própria diretoria da contratada.

“O depoimento da senhora Thayane foi repleto de contradições. Ela não soube apresentar nem mesmo dados referente às prestações de contas da OS, sobre as fiscalizações que não foram executadas, assim como não nos passou dados básicos sobre a diretoria. Isso só demonstra a todos nós a postura não-colaborativa da organização, ou melhor, a sua intenção de atrapalhar os trabalhos que essa CPI tem desenvolvido”, afirmou o parlamentar.

De acordo com Péricles, a contadora de OS Thayane de Souza alegou desconhecer informações básicas referentes à própria diretoria da contratada (Foto: Divulgação)

Durante reunião nesta quinta-feira, a Comissão reforçou números sobre o contrato mantido pela OS e, ainda, o tratamento de empresa que ela tem recebido por parte da gestão, mesmo tendo legalmente atuação sem fins lucrativos.

“Hoje a senhora Thayane negou que a OS receba ainda no início do mês para que a partir daí execute seus trabalhos. Segundo ela, o pagamento é feito ao fim dele, o que foge do conceito contratual de uma OS. É uma organização com tratamento de empresa que visa apenas o lucro. Se era para piorar a prestação de serviços, que já era ruim, que mantivesse do jeito que estava. O que não dá é para lesar o erário público em milhões e nada de efetivo mudar na prestação de serviços de saúde à população do nosso Estado”, criticou Delegado Péricles.

A OS investigada pela CPI recebe hoje cerca de R$17 millhões mensais do governo do Estado. O valor é resultado de um aditivo feito durante o período de combate ao coronavírus no Amazonas, que dobrou o total pago à organização. O total é, segundo a depoente e confirmado nas investigações da CPI, gasto integralmente, mesmo que apenas 70% do serviço seja executado.

“A depoente de hoje tentou nos convencer de que isso é normal. Não existe na administração de um hospital essa exatidão de valores e semelhança em atendimentos e serviços mês a mês. O aditivo que beneficiou a OS com aumento substancial do valor recebido considerou o atendimento de 200 mil pessoas, o que sabemos que não aconteceu. Hoje ela segue prestando serviço abaixo da totalidade pela qual recebe e quer convencermos de que é correto. Nunca essa CPI aceitará isso e seguiremos investigando”, concluiu o parlamentar.

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