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Omar ganha holofotes com a CPI da pandemia

Agenda do senador está abarrotada de pedidos de entrevistas da grande mídia

Eduardo Braga diz que uma das missões da CPI é corrigir decisões e rumos que empurraram o Brasil para o caos

Ministério da Saúde vacinação da primeira dose em todo o país e começa a cobrir apenas a segunda dose

Yamaha para por falta de componentes e acende o sinal laranja

Depoimento de Pazzuelo à PF aponta para o governo estadual

O senador Omar Aziz (PSD-AM) acertou ao assumir a presidência CPI da Pandemia. Vem conquistando os holofotes da grande mídia com um discurso moderado, prometendo isenção nas investigações e garantindo fazer justiça às mais de 350 mil famílias que perderam entes queridos em todo o país. Também declarou que a Comissão não se deixará levar por tentativas de vingança entre adversários políticos. Segundo o senador, a CPI cumprirá seus objetivos de apurar na crise que resultou em centenas de milhares de mortes e no colapso do sistema de saúde em diversos Estados, especialmente no Amazonas.

Agenda lotada

A agenda de Omar está repleta de pedidos de entrevistas. Na próxima segunda-feira (3 de maio) ele será o entrevistado do programa Roda Viva, apresentado pela jornalista Vera Magalhães. O programa vai ao ar às 21h (Manaus) na Tv Cultura, redes sociais e site da emissora.

Eduardo Braga aponta rumos

Um dos 11 membros titulares da CPI da Pandemia, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) afirmou que a comissão tem compromisso com a verdade, com a ciência e responsabilidade com a vida dos brasileiros. Mais do que apontar culpados, Braga diz que a comissão terá o compromisso de corrigir decisões e rumos que empurraram o Brasil para o caos na saúde e na economia, e apontar caminhos para salvar milhares de vidas.

CPIs paradas

Quatro senadores tiveram que pedir para sair de outras CPIs que acontecem no Senado Federal, entre eles Eduardo Braga, que participava da CPI da Chapecoense, que investiga o acidente aéreo que vitimou um time inteiro de futebol e suas indenizações. Essa CPI está parada por falta de reuniões presenciais, em função da pandemia. Outras duas CPIs estão encalhadas no Senado, sem sequer terem sido instaladas

As primeiras 24 testemunhas

A CPI da Pandemia já tem uma lista de 24 testemunhas que devem prestar depoimento. Além dos nomes mais conhecidos, há uma série de assessores de Eduardo Pazuello na mira dos senadores. Entre eles, Airton Antônio Soligo, conhecido como Airton Cascavel, homem forte da gestão Pazuello; Antonio Elcio Franco e da médica cearense Mayra Pinheiro, ex-ocupantes de cargos de primeiro escalão no Ministério da Saúde.
Os secretários da administração de Eduardo Pazuello, Luiz Otávio Franco e Hélio Angotti Netto foram indicados para falar sobre a crise que levou à falta de oxigênio para pacientes com Covid em Manaus. Ainda sobre a crise no Amazonas, o senador Otto Alencar pediu o comparecimento do ex-coordenador-geral de Logística de Insumos Estratégicos da Saúde, Alex Lial Marinho, para explicar a demora na resposta aos problemas no estado.

A culpa é do governo

Por falar em Pazzuelo, a agência de notícias CNN Brasil teve acesso ao depoimento que o ex-ministro prestou à Polícia Federal e está lá, com todas as letras: segundo ele, a culpa do caos na saúde do Estado é do governo do Estado e ele nunca foi avisado da falta de oxigênio.
Se Pazzuelo se candidatasse mesmo ao governo do Estado e tivesse como adversário o governador Wilson Lima (PSC), candidato natural à reeleição, seria muito interessante assistir um debate entre ambos.

Nome oficial

Entre outras coisas, a primeira reunião da CPI definiu seu nome oficial. O site do do Senado Federal aponta: CPI da Pandemia.

Facada nas costas

A apresentação da denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) no STJ contra o governador Wilson Lima, o vice, Carlos Almeida, e outros 16 envolvidos foi encarada na sede do Governo na Compensa como uma facada nas cotas desferida pelo Planalto. Wilson Lima esperava que a denúncia fosse arquivada por estar alinhado com o presidente Bolsonaro. Assessores do governador sustentam que Bolsonaro poderia ter interferido na PGR em favor de Wilson, o que acabou não acontecendo.

Vacinação suspensa em Manaus

A Prefeitura de Manaus suspendeu a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19 na capital amazonense. Em comunicado, a Semsa informa que as pessoas que tinham agendamento para receber a primeira dose, não devem comparecer aos postos de vacinação já partir de hoje (28). Apenas aplicação para quem tem a segunda dose agendada deve continuar acontecendo. O estoque de vacinas está muito baixo e o Governo Federal não tem previsão de reposição. A prioridade agora é garantir a segunda dose para quem já tomou a primeira. Manaus já é a décima capital a suspender temporariamente a vacinação.

Editais da cultura

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa lançou três editais que devem beneficiar até mil trabalhadores da cultura. São editais para realização de atividades artísticas de conteúdo virtual, que deve selecionar até 600 propostas no valor de R$ 1,9 mil cada; para aquisição de até 250 obras de arte de variadas para a pinacoteca e museus e para seleção e aquisição de acervo bibliográfico de produção amazonense.

Falta de componentes preocupa

O anúncio de férias coletivas por falta de componentes em razão da pandemia de Covid-19, feito pela Yamaha da Amazônia, ontem, é mais uma indicação de que a crise mundial de chips e semicondutores está aumentando de proporções. Desde março passado algumas fábricas automotivas suspenderam ou reduziram a produção por falta de placas eletrônicas e chips, por desajuste no fornecimento mundial de insumos para a indústria automotiva. Em março passado a maior fabricante mundial de chips, a Samsung, emitiu um alerta de “sério desequilíbrio” na indústria de semicondutores, que pode se espalhar para outras partes da cadeia de suprimentos tecnológicos. E, no meio disso tudo, a indústria de eletroeletrônicos, polo de duas rodas e muitos outros segmentos da Zona Franca de Manaus.

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