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Oito em cada dez indústrias se preparam para investir em 2020, aponta CNI

O percentual de grandes empresas que pretende realizar investimentos em seus negócios é o maior dos últimos seis anos. Segundo a pesquisa Investimentos na Indústria 2019-2020, divulgada nesta terça-feira (17) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 84% das grandes empresas afirmaram que vão investir em 2020. Esse percentual reforça a recuperação do investimento dos últimos anos: o percentual de empresas que afirmaram que investiriam chegou a recuar para 64% na intenção para 2016. 

De acordo com presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, os industriais iniciaram 2019 com uma expectativa de investir semelhante a de anos anteriores. No fim de 2019, contudo há uma diferença muito importante: a frustração dos planos de investimento foi muito menor. A pesquisa mostra que, neste ano, 64% das grandes empresas afirmaram ter realizado seus planos de investimento tal como planejaram. Esse é o maior percentual desde 2011.

“A frustração em 2019 foi muito menor do que nos últimos anos. Esse dado é muito importante, pois frustração representa custo e menor confiança para se voltar a investir. Para 2020, percebemos maior segurança para manter e ampliar investimentos”, avalia o presidente da CNI.

Os industriais se mostram preocupados em aumentar a eficiência e a produtividade para atender o crescimento do consumo. A lógica é: como a expectativa é de aumento no mercado consumidor, a indústria brasileira precisa atender com qualidade e competitividade, principalmente diante dos produtos importados, que muitas vezes operam em ambientes de negócios mais eficientes.

Desta forma, o principal objetivo dos planos de investimento para 2020 é a melhoria do processo produtivo e aumento da capacidade da linha produtiva. A maioria dos investimentos previstos para 2020 envolvem a aquisição de máquinas (67%).

 Investimentos miram o mercado doméstico, mas cresce a atenção com o mercado externo

NECESSIDADE DE CRÉDITO – A CNI identificou três motivos comuns entre as indústrias que não investiram em 2019. O principal deles foi a desaceleração do mercado consumidor interno, especialmente no primeiro semestre, seguido do aumento inesperado no custo do investimento e, por fim, das dificuldades de acesso ou alto custo do crédito. 

A pesquisa mostra que 72% dos recursos empregados nos investimentos realizados em 2019 foram financiados por capital próprio. Esse elevado percentual mostra que ainda é grande a falta de alternativas de recursos de terceiros para investir.

“Percebemos uma elevada dependência de recursos próprios nos investimentos, o que é bastante complicado. Para 2020, é importante termos um mercado de crédito mais desenvolvido, com menores taxas e custos. Os empresários precisam diversificar suas opções para continuar investindo. Melhorar o mercado de crédito e o acesso ao credito é uma agenda fundamental para isso”, explica o presidente da CNI. 

DE OLHO NO MERCADO EXTERNO – A maior parte do investimento segue direcionado para o mercado doméstico, mas, na comparação com 2019, a atenção com o mercado externo é maior. O percentual de planos de investimento direcionados para os mercados doméstico e externo igualmente aumentou de 25% para 36%. O percentual do investimento voltado exclusivamente para o mercado doméstico recuou de 26% para 20%. E o de investimento orientados principalmente para o mercado doméstico recuou de 41% para 36%. 

A CNI avalia que essa mudança de orientação em favor do mercado externo, mesmo em um cenário externo desafiador e incerto, é importante. Ao considerar o mercado exterior, o empresário possibilita o aumento da escala de produção, a aquisição de conhecimento e o aproveitamento de ganhos em etapas das cadeias globais de valor. O ambiente do mercado internacional ainda estimula a busca pela competitividade e pela inovação.

NÃO PRETENDEM INVESTIR – Dos 16% de empresas que não pretendem investir em 2020, exatamente um terço afirmaram que não investirão pois não há necessidade. Já 31% identificaram que há a necessidade de investir, mas optaram por não fazê-lo em 2020, enquanto apenas 36% também apontaram que existe a necessidade, mas a empresa não consegue investir.

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