Amazonas Destaques Manaus

O.S. vai receber mais R$ 15 milhões da Susam

Manaus – A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) empenhou no último dia 25 mais R$ 15 milhões para a Organização Social (O.S.) Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano (INDSH), responsável por gerenciar o Hospital Delphina Aziz, apontado pelo governo do Estado como de referência aos pacientes de Covid-19.
As informações são do Portal da Transparência do Governo do Estado e os recursos são oriundos do Fundo a Fundo de Recursos do SUS – Bloco de Custeio das Ações e Serviços Públicos de Saúde. Ainda de acordo com o Portal da Transparência, o contrato é feito sem licitação.

As informações são do Portal da Transparência do Governo do Estado e os recursos são oriundos do Fundo a Fundo de Recursos do SUS (Foto: Arquivo/GDC)

No último dia 2 de maio, o GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC) revelou que o governo do Estado, por meio da Susam, firmou o quarto termo aditivo no valor de R$ 101,5 milhões, referente a contrato com a INDSH, para gerenciar o Complexo Hospitalar Zona Norte (Delphina Rinaldi Abdel Aziz) e UPA Campos Salles. Por mês, o aditivo vai custar R$ 16,9 milhões aos cofres públicos do Estado.

O quarto termo aditivo foi publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 27 de abril – assinado pela secretária de Estado de Saúde – e cita que a medida visa “atendimento por tempo certo, determinado e circunstanciado, da situação de emergência na saúde pública no Estado do Amazonas, em razão da disseminação do novo coronavírus (Covid-19), cuja vigência será por seis meses, a contar de 1º de abril, até 30 de setembro deste ano.

Um dia após a publicação, a Susam empenhou R$ 16.919.822,78 referente ao primeiro mês de pagamento do aditivo, segundo o Portal da Transparência do Amazonas.

Vale lembrar que o valor do contrato original pelo período de um ano era de R$ 172 milhões, cuja vigência encerrou em 31 de março. O atual aditivo possibilitou a continuidade do contrato com o novo gasto que supera R$ 100 milhões.

Desde que a unidade de saúde ganhou destaque ao atender pacientes com o novo coronavírus, o local é alvo de polêmica. Em 16 de abril, o juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública, Paulo Fernando de Britto Feitoza, determinou que o Estado providencie o funcionamento integral do hospital, com a abertura da capacidade total dos leitos clínicos, em antecipação à instalação dos respiradores necessários para os leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

Em 10 de abril, pouco antes da determinação judicial, o jornal ‘Folha de S. Paulo’ publicou que as UTIs e salas de emergências estavam lotadas e que, inclusive, a família de uma idosa foi orientada a levá-la de volta para casa para que lá ela morresse.

Publicações relacionadas

Manaquiri deverá elaborar plano para retorno seguro das aulas

Redação

Bolsonaro testa negativo para coronavírus

Redação

265 aldeias indígenas vão receber vacinas contra Covid-19 no AM

Redação

Deixe uma resposta