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‘Nós não paramos na pandemia’, afirma superintende da Suframa

Recente pesquisa da FGV, apontou que a indústria brasileira atingiu, em abril, o menor índice de utilização de sua capacidade das últimas décadas. Chegando a 57,5% de utilização — o menor da série histórica iniciada em 2001.

‘Acima da média’

O Amazonas está acima da média nacional, funcionando em 70% da normalidade. É o que diz o superintendente da Suframa, Coronel Alfredo Menezes, com exclusividade ao Direto ao Ponto, que informou ainda que o parque industrial brasileiro não pode parar, pois muitas empresas estão responsáveis em produzir EPIs, mascaras e álcool em gel para ajudar neste momento de pandemia do coronavírus.

“As medidas restritivas do estado não abrange a indústria. Aqui, no Polo Industrial de Manaus, continuamos trabalhando”, afirmou Menezes.

Interlocutor

Menezes disse que está constantemente recebendo empresários e em contato com os governadores do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia e Roraima, buscando a interlocução com alguns ministros e fazendo tudo que está ao meu alcance, para ajudar no combate ao coronavírus e para que as indústrias não parem.

Reunião do CAS

Para a segunda reunião do Conselho de Administração (CAS) de 2020, realizada ontem (6) e hoje, o superintendente disse que estão sendo aprovados 28 projetos industriais, sendo 10 de implantação, que juntos somam mais de 138 milhões de dólares em investimentos nos primeiros 3 anos de operação, com a geração de 1.119 novos postos de trabalho e faturamento previsto na ordem de 1 bilhão de dólares, sendo 266 milhões de dólares em exportações.

Destaques

Entre os principais destaques da reunião, Alfredo Menezes, elencou quatro empresas cujos projetos irão gerar mais empregos e renda ao Amazonas.

São a Gree Eletric, Semp TCL, Magnum Indústria da Amazônia e Unicoba Energia, sendo esta última de diversificação para a produção de luminária LED, que foi aprovada em sua gestão, depois de 12 anos.

Bolsonaro e o Centrão

Questionado sobre sua opinião em relação às movimentações políticas do presidente Jair Bolsonaro, a aproximação com o Centrão, impeachment e mudanças no segundo e terceiro escalão, Menezes foi direto ao ponto.

“O presidente busca estabilidade dentro do sistema brasileiro.”

Estabilidade

“O presidente, na minha percepção, não está fazendo nenhum conchavo para evitar impeachment, se ele está fazendo algum movimento com o congresso, é voltado para buscar sempre a estabilidade e governabilidade que existe dentro do sistema republicano. Você não consegue governar o executivo, sem o legislativo, muito menos o judiciário” explicou.

Não é uma ameaça

Sobre uma possível ameaça ao cargo, por conta do novo momento político que fortalece grupos políticos do centrão, do Amazonas e de outros estados que fazem parte da ZFM, que desejam indicar um novo nome para a Suframa, Menezes se mostrou imperturbável.

“Não é uma questão minha, é uma questão do Presidente da República. Eu estou aqui por uma indicação federal, no momento que o presidente achar que não estou fazendo bem meu trabalho, ele me tira. Não tenho problema com isso, sou soldado do meu presidente e da nossa equipe econômica”.

Resultados

“Eu não tenho ego, nem vaidade, busco fazer meu melhor todos os dias, e os resultados estão aí. Em um ano de gestão nós tivemos o maior faturamento da história da Suframa nos últimos 32 anos, nosso nível de emprego cresceu 12%.

“Então se o presidente achar que precisa me tirar para colocar alguém melhor ou pior, está nas mãos dele, eu não gerencio isso” ressaltou o Alfredo Menezes.

E acrescentou “Nós militares temos disciplina intelectual, por mais que não concordamos, aceitamos” em respeito à hierarquia.

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