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‘Não há necessidade’, diz Wilson Lima ao rejeitar Força Nacional proposta por Moro diante da violência em Manaus

Reunião entre o governador do Amazonas Wilson Lima e o ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, aconteceu em Brasília nesta terça-feira (11).  — Foto: Divulgação/Secom
Reunião entre o governador do Amazonas Wilson Lima e o ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, aconteceu em Brasília nesta terça-feira (11).  — Foto: Divulgação/Secom

Reunião entre o governador do Amazonas Wilson Lima e o ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, aconteceu em Brasília nesta terça-feira (11). — Foto: Divulgação/Secom

O governador do Amazonas, Wilson Lima disse que “não há necessidade” de envio da Força Nacional para Manaus e transferências de presos em razão do aumento de mortes ligadas à atuação de organizações criminosas. O reforço na segurança foi oferecido pelo ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro, durante reunião em Brasília nesta terça-feira (11). O encontro, segundo o Governo, foi para tratar de estratégias de combate ao crime organizado. Em janeiro, 117 pessoas morreram violentamente em Manaus.

“No momento, não há necessidade do envio da Força Nacional ao Estado do Amazonas e nem da transferência de presos para unidades federais. Mas o Ministério da Justiça deixou aberta essa possibilidade, e a gente não abre mão de nenhuma dessas situações. No momento em que a gente sentir a necessidade de que isso aconteça, naturalmente que nós vamos acionar”, disse.

No mês passado, 117 casos de mortes violentas – crimes como homicídio, latrocínio, ou agressão seguida de morte – foram registradas na cidade de Manaus. O número é 60% maior em relação a janeiro de 2019, quando 73 mortes violentas foram registradas.

Nos 11 primeiros dias de fevereiro, o número de crimes chega a 36 mortes. Somente entre a sexta-feira (7) e as primeiras horas de segunda (10),14 pessoas foram mortas, segundo registros do Instituto Médico Legal (IML) e Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).

Em razão do aumento de crimes, um alerta do Sistema de Inteligência foi emitido, na noite de segunda-feira (10), e motivou a instalação do Gabinete de Crise. De acordo com o governo, “o levantamento apontava risco de desestabilização no sistema prisional em decorrência de homicídios registrados na cidade relacionados ao conflito entre grupos rivais”.

Detento morre em presídio

Um detento foi morto, na noite desta segunda-feira (10), dentro de uma cela no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) – a mesma unidade onde massacres foram registrados em 2017 e 2019. O homem tinha 31 anos e teve a morte confirmada pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

Em nota, a secretaria informou que o detento foi morto após uma briga com outros três presos na mesma cela. Os três foram encaminhados para uma delegacia para prestar depoimento sobre o caso.

Após a reunião desta terça-feira (11) com Moro, Lima informou que uma equipe do ministério deve chegar em Manaus para ajudar em processos de revista nas unidades prisionais do Amazonas.

Governo instala Gabinete de Crise e coloca sistema de segurança em alerta em combate ao tráfico de drogas no AM — Foto: Tácio Melo/Secom
Governo instala Gabinete de Crise e coloca sistema de segurança em alerta em combate ao tráfico de drogas no AM — Foto: Tácio Melo/Secom

Governo instala Gabinete de Crise e coloca sistema de segurança em alerta em combate ao tráfico de drogas no AM — Foto: Tácio Melo/Secom

Nesta terça-feira (11), as forças de segurança do estado, a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e órgãos do sistema de justiça, como a Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública do Estado, realizaram inspeções no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) e nos Centros de Detenção Provisória de Manaus (CDPM 1 e 1).

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