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‘Não existe mineração artesanal e muito menos garimpo sustentável’, diz Arthur Virgílio sobre decreto federal que institui o Pró-Mapa

Foto – Anexa (Arquivo – Assessoria AVN)

“Estamos vendo ataques sistemáticos à Amazônia, um dos biomas mais importantes do mundo… destroem a floresta, os rios e dizimam seus povos. Não existe mineração artesanal e muito menos garimpo sustentável. É alarmante e revoltante os rumos que as políticas ambientais do Brasil têm tomado neste governo que aí está. É crime de lesa pátria, crime contra a humanidade”. As palavras duras e contundentes são do ex-senador pelo Amazonas e ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, uma das vozes mais expressivas da política nacional em defesa da Amazônia, que avaliou como “manobra desastrosa” o decreto assinado ontem (segunda-feira, 14.2) pelo presidente Jair Bolsonaro instituindo o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Mineração Artesanal e em Pequena Escala (Pró-Mapa).

“A invasão de mais de 600 balsas no rio Madeira parece atividade artesanal? Esse decreto não passa de uma tentativa leviana de legalizar aquilo que é ilegal de todas as formas. O garimpo é uma atividade poluidora, sonegadora de impostos, recheada de crimes contra o meio ambiente e as pessoas, incluindo o ataque aos indígenas e a violência instaurada entre os próprios garimpeiros”, denunciou Virgílio, que comparou as sucessivas medidas federais a favor do garimpo como “claras intenções de fazer da Amazônia uma Serra Pelada”.

Arthur Neto, que preside o PSDB no Amazonas e recentemente colocou a Amazônia no centro das discussões políticas durante as prévias presidenciais do partido, disse ainda que passa da hora de se ter propostas sérias, longe de discursos vergonhosos e mentirosos diante das outras nações, voltadas para defesa da região.

“É urgente um Plano de Desenvolvimento Sustentável para Amazônia. Cobrei isso ao meu partido nas prévias e cobro aos demais candidatos à Presidência da República. É preciso parar com esse desgoverno, com os repetidos recordes de desmatamento na Amazônia. É preciso cuidar do Brasil e, sobretudo, cuidar da nossa floresta. Ela é nosso futuro, nossa última fronteira possível de desenvolvimento, de colocar o país em posição de respeito diante do mundo, de riqueza e de prosperidade para todos os brasileiros”, defendeu Arthur.

De acordo com estudo do MapBiomas, publicado no ano passado, 93,7% dos garimpos estão concentrados na Amazônia e, somente em 2020, três em cada quatro hectares minerados no país estavam na região, sendo que metade dessas áreas mineradas estão dentro de unidades de conservação e em terras indígenas. Já segundo o Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental, de 2015 a 2020, foram mais de 200 toneladas de ouro extraídas ilegalmente no Brasil.


Assessoria AVN
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