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MPF instaura inquérito para apurar controle de surto de H1N1 no AM

Em portaria, órgão afirma que estado teve 20 mortes pelo vírus somente em 2020. Secretaria de Estado de Saúde (Susam) nega.  — Foto: Reprodução/TV TEM
Em portaria, órgão afirma que estado teve 20 mortes pelo vírus somente em 2020. Secretaria de Estado de Saúde (Susam) nega.  — Foto: Reprodução/TV TEM

Em portaria, órgão afirma que estado teve 20 mortes pelo vírus somente em 2020. Secretaria de Estado de Saúde (Susam) nega. — Foto: Reprodução/TV TEM

O Ministério Público Federal instaurou um inquérito civil para apurar as medidas tomadas para controle do surto de H1N1 (Influenza A) no Estado do Amazonas. De acordo com a portaria, publicada no diário eletrônico nesta segunda (9), considera-se que o ano de 2020 já contabiliza mais de 20 mortes em razão da doença no estado.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informa que não há casos de mortes no Amazonas em decorrência de H1N1 em 2020. “Neste ano, os três óbitos registrados no Estado foram por Influenza B, e não Influenza A”, diz comunicado.

O MPF, na portaria assinada pela procuradora Bruna Menezes Gomes da Silva, pede esclarecimentos à Susam e Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) sobre as medidas de enfrentamento ao vírus e classifica a situação como “surto”.

A Susam divulgou, no último Boletim Epidemiológico, que o Amazonas teve, em 2020, até o momento, quatro casos notificados de Influenza A (H1N1).

Em 2019, 32 pessoas morreram no Amazonas por contaminação do H1N1. Foram 25 só em Manaus, além de casos em Itacoatiara, Japurá, Manacapuru, Maués, São Gabriel da Cachoeira, São Sebasão do Uatumã e Urucurituba.

Ainda em nota, a Susam se colocou à disposição para prestar informações necessárias ao MPF e detalhou trabalhos feitos atualmente no combate ao vírus. A FVS monitora semanalmente a circulação dos vírus por Manaus. Confira posicionamento na íntegra:

“A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informa que não há casos de mortes no Amazonas em decorrência de H1N1 (Influenza A) em 2020. Neste ano, os três óbitos registrados no Estado foram por Influenza B, e não Influenza A.

Desde novembro de 2019, o Amazonas vem se preparando e intensificando as ações em função da Síndrome Respiratória Aguda Grave que costuma aumentar no período de chuva.

Em janeiro deste ano, o Governo do Amazonas instalou o Comitê Estadual de Resposta Rápida para Vírus Respiratório para executar ações de prevenção e controle de epidemias por síndromes gripais nas redes de saúde pública e privada de atenção básica e especializada da capital e do interior, visando a agilidade na execução das ações de notificação, registro, investigação, manejo e adoção de medidas preventivas, previstos no Plano estadual de vigilância de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e Síndrome Gripal (SG) para o surto sazonal de doenças respiratórias vivenciado atualmente no Estado.

A Susam destaca que a rede de saúde se encontra abastecida com o antiviral indicado para o tratamento da influenza e que notas técnicas com recomendações têm sido encaminhadas para todas as unidades da rede pública e privada da capital e também do interior sobre as síndromes respiratórias.

A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM) também monitora semanalmente a circulação dos vírus respiratórios em Manaus, o que permite a intensificação das ações de prevenção.

A Susam ressalta que prestará todas as informações necessárias ao trabalho do Ministério Público Federal (MPF)”.

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