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Manaus tem recorde de 88 novos registros de internações por Covid-19 em único dia

Manaus registrou, neste domingo (27), um recorde de novos hospitalizados com Covid-19: foram 88 novos registros de pessoas internadas. Neste mês de dezembro, o número de internações pela doença teve alta de 28% em comparação com novembro.

A última vez que Manaus registrou tantos internados por Covid foi em 12 de maio, quando 89 pessoas estavam hospitalizadas. Na época, a capital sofria com colapso no sistema público de saúde e também no sistema funerário.

O Governo do Amazonas informou que a taxa de ocupação do hospital referência para tratamento da doença, Hospital Delphina Aziz, se aproxima de 100%. O governo determinou fechamento do comércio por 15 dias para impedir avanço da doença, mas voltou atrás na decisão após diversas manifestações de comerciantes.

Até este domingo, mais de 5,1 mil já morreram no Amazonas com a Covid-19, e mais de 600 encontravam-se internadas. Os dados foram atualizados no boletim epidemiológico divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde.

Manaus registrou, neste domingo (27), maior número de novos internados com Covid-19 dos últimos 7 meses. — Foto: Reprodução/FVS-AM

Manaus registrou, neste domingo (27), maior número de novos internados com Covid-19 dos últimos 7 meses. — Foto: Reprodução/FVS-AM

Segundo o governador Wilson Lima, novos leitos estão sendo instalados para atender à demanda que está crescendo. O governo espera manter a ocupação em 70% para poder fazer novas flexibilizações do isolamento.

“Nós estamos, até terça-feira, ampliando em mais 95 leitos, sendo 45 de UTI, e 40 leitos clínicos. Recebemos respiradores. A nossa expectativa é que até terça essa nossa taxa de ocupação caia pra 70%, e isso nos dá uma tranquilidade maior de ir fazendo esse equilíbrio”, disse.

O epidemiologista da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, afirma que as autoridades evitaram fazer restrições mais radicais em meses atrás, e o grande problema das novas medidas foi deixá-las para dezembro. Segundo ele, Manaus teve o pico da, até então, segunda onda em outubro, mas que a situação deve piorar neste mês de dezembro.

“Estamos vivendo isso [pico] agora, nessa segunda quinzena de dezembro. Chegou um certo ponto que você tem tantos lugares na cidade com pessoas contaminadas que se perde a noção da maior concentração de casos. Vivemos, hoje, o avanço de casos, internações e falta de leitos” , explicou.

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