Amazonas Destaques Manaus

Manaus registra menor número de internações diárias de pacientes com Covid desde novembro

Manaus registrou, neste domingo (21), o menor número de internações diárias de pacientes com Covid-19 desde novembro de 2020. Foram 19. O número é o menor desde o dia 25 de novembro, quando a capital amazonense teve 16 registros de hospitalizações pela doença.

Os dados são da Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas (FVS-AM). No entanto, segundo o boletim de domingo (21), o estado tem 934 pessoas internadas com a doença ou suspeita dela. 44 aguardam na fila por um leito, seja de UTI ou clínico. O número total de casos confirmados se aproxima dos 340 mil e as mortes quase 12 mil.

No dia 14 de janeiro, quando Manaus enfrentou o primeiro dia da crise da falta de oxigênio, foram registradas 254 internações por Covid-19. Naquela mesma semana, nos dias 11 e 12, foram 242 hospitalizações, em ambos os dias.

Na primeira onda da doença, entre os meses de abril e maio de 2020, o número de internações foi menor em relação à segunda. Nos dias 22 de abril e 4 de maio, foram registrados os maiores patamares daquele período: 104 hospitalizações em 24h.

Mas para o pesquisador da Fiocruz Jesem Orellana, é preciso cautela em relação aos números. Segundo ele, existem diversos fatores que precisam ser analisados antes de se confirmar, de fato, a redução no número de internações pela doença.https://3a05a373c67e29532143c1ea84fed764.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html?v=1-0-38

“Essas redução era esperada, mas isso não quer dizer que não tenhamos mais pessoas suscetíveis. Temos muitos ainda, talvez cerca 30 a 40% da população ainda não se infectou, segue em quarentena e nós precisamos ter muita cautela. Esse período pós-relaxamento engana bastante. Porque você tem número de contagio, de novos casos, internações e mortes geralmente baixos comparado com o pico, e isso dá uma sensação de tranquilidade”, explicou.

O pesquisador também explicou que para que isso seja contornado é necessária a vacinação em massa da população, já que com o relaxamento das medidas de distanciamento social o vírus pode sofrer uma pressão imunológica e com isso surgir novas mutações.

“Até o final de abril provavelmente vamos estar com boa parte da população acima de 50 anos de Manaus vacinada. Só que nós sabemos que quem faz o vírus circular são os jovens. Então você vai ter duas situações: da transmissão comunitária ativa na cidade e uma pressão que está sendo feita no vírus. E ele vai se dar conta disso em relação à vacinação. Ele vai perceber que o ambiente está desfavorável para ele e poder mutar de uma forma bastante ameaçadora e jamais vista”.

Estado começa a retomar serviços não-essenciais

Diferente do restante do país que vê uma segunda onda da Covid-19 se espalhar rapidamente, o Amazonas começa a flexibilizar atividades e serviços-não essenciais. Isso porque, o estado passou pelo pior momento da pandemia no início de 2021. Recorde de internaçõesfalta de oxigênio e a transferência de pacientes marcaram os meses de janeiro e fevereiro no estado.

Além disso, o Amazonas continua no topo do ranking de vacinação. A imunização começou no dia 18 de janeiro e já foram repassados ao Governo mais de 1 milhão de doses do imunizante contra o coronavírus. Com o avanço da campanha, Manaus já encerrou a vacinação de profissionais da saúde e agora segue vacinando idosos de até 60 anos.https://3a05a373c67e29532143c1ea84fed764.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-37/html/container.html?v=1-0-38

A previsão é que pessoas com cormorbidades e profissionais da área da segurança pública comecem a ser vacinados nos próximos dias, de acordo com o governador Wilson Lima.

Publicações relacionadas

Governador do Amazonas enfrenta pressão pelo seu impeachment diante do caos pelo coronavírus

Redação

Justiça do Amazonas nega pedido de abertura de serviços não essenciais

Redação

Após depoimento, CPI aponta indícios de que empresária seja ‘laranja’ em esquema

Redação

Deixe uma resposta