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Manaus reabre com tímida movimentação

Manaus – O primeiro dia de reabertura de cafés, panificadoras e lojas fast-food em Manaus teve movimentação tímida, em meio ao receio de contrair a Covid-19. Até esta segunda-feira (15), a capital do Amazonas registrava 56 mil pessoas contaminadas e 2.512 óbitos. A reabertura ocorreu em meio à uma queda no número de internações, mas especialistas ainda veem com ressalvas a diminuição do isolamento social.

“É o primeiro dia e as pessoas ainda vão se habituar a serem atendidas nas mesas”, avaliou Gilda Catikue, gerente de uma panificadora na zona centro-sul de Manaus. Para ela, o movimento ainda está reduzido. “Colocamos poucas mesas e acho que os clientes estranharam o distanciamento entre elas. Esperamos que o movimento melhore nos próximos dias.”

Movimentação no Centro de Manaus ocorreu como nos dias anteriores (Foto: Yago Frota/GDC)

No bairro Lírio do Vale, na zona oeste de Manaus, o movimento também permaneceu o mesmo das semanas anteriores. A Panificadora Butique dos Pães não registrou grande movimento, mesmo com a liberação para consumo no local. Cliente do espaço, Leiliane Silva de Lima, de 29 anos, defende que a abertura deveria ter ocorrido antes. “Na prática, as pessoas já não estavam respeitando, saindo de casa, e indo aos comércios sem máscara. Para o comércio em geral será bom.”

Mas a liberação é vista com preocupação pelo professor do Departamento de Matemática da Universidade Federal do Amazonas Wilhelm Alexander Steinmetz. Ele fez parte da equipe de pesquisadores que coordenou o estudo “Curva de Contaminação Covid-19 – Estado do Amazonas”. “Ainda consideramos que haja novo aumento de casos, sobretudo com esta reabertura. Por mais que tenha havido queda no número de internações, isto não exclui a possibilidade de ter aumento nas próximas semanas. Esta queda pode dar a ilusão às pessoas de que a pandemia passou.”

Segundo a Secretaria de Estado e Saúde do Amazonas, no sábado a taxa de ocupação de leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) para Covid-19 era de 59%, e o índice de UTIs para outras doença era de 66%.

“Precisamos continuar com a vigilância, com o controle, com uso de máscara, com o uso das medidas não medicamentosas, como por exemplo, manter as questões da higiene ambiental e cuidados com as superfícies. A lavagem das mãos e o distanciamento social continuam sendo as principais formas de se proteger”, destacou a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto.

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