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Manaus e seus igarapés: onde falta governo, sobram problemas

MANAUS – Neste sábado, 24, o ATUAL publicou reportagem mostrando que Manaus, a terceira pior região metropolitana do país entre 22 avaliadas pelo IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal), carrega problemas que a deixa muito distante do que o mundo está chamando de cidades sustentáveis.

Um estudo que será apresentando nesta semana mostra problema como a concentração da população urbana em um espaço territorial marcado por ocupações irregulares e construções insalubres, má qualidade da água, poluição ambiental e insegurança alimentar.https://googleads.g.doubleclick.net/pagead/ads?client=ca-pub-9863085251226930&output=html&h=280&adk=3945022384&adf=3529602075&pi=t.aa~a.2320712166~i.9~rp.4&w=768&fwrn=4&fwrnh=100&lmt=1619441934&num_ads=1&rafmt=1&armr=3&sem=mc&pwprc=9758937064&psa=1&ad_type=text_image&format=768×280&url=https%3A%2F%2Famazonasatual.com.br%2Fmanaus-e-seus-igarapes-onde-falta-governo-sobram-problemas%2F&flash=0&fwr=0&pra=3&rh=192&rw=768&rpe=1&resp_fmts=3&wgl=1&fa=27&adsid=ChEI8MmZhAYQgJyUmZ-AwdevARJMABRIjnxlc0vnKvaLYB1vYag3cKhK5rIVGz1y0b-DYZjdH8ztPHDFm2BzgGlUGI9GD3SRaiGmixieF5lhWYPd2BQ4FJa7qvwVzCqveQ&uach=WyJXaW5kb3dzIiwiMTAuMCIsIng4NiIsIiIsIjkwLjAuNDQzMC44NSIsW11d&dt=1619441934339&bpp=7&bdt=3098&idt=-M&shv=r20210422&cbv=r20190131&ptt=9&saldr=aa&abxe=1&cookie=ID%3D8560b23bdcd4f2ab%3AT%3D1619007340%3AS%3DALNI_Ma3aoCtbPEL3t8a1PM-X5WHhiSiuw&prev_fmts=0x0&nras=2&correlator=1841213592699&frm=20&pv=1&ga_vid=1507926438.1611921022&ga_sid=1619441933&ga_hid=17256357&ga_fc=0&u_tz=-240&u_his=1&u_java=0&u_h=768&u_w=1366&u_ah=728&u_aw=1366&u_cd=24&u_nplug=3&u_nmime=4&adx=291&ady=1723&biw=1349&bih=568&scr_x=0&scr_y=400&eid=42530671%2C182982000%2C182982200%2C31060742%2C31060048&oid=3&pvsid=2008905536024883&pem=868&eae=0&fc=384&brdim=0%2C0%2C0%2C0%2C1366%2C0%2C1366%2C728%2C1366%2C568&vis=1&rsz=%7C%7Cs%7C&abl=NS&fu=128&bc=31&jar=2021-04-26-11&ifi=15&uci=a!f&btvi=1&fsb=1&xpc=r8gfwbzNa1&p=https%3A//amazonasatual.com.br&dtd=144

É inegável que a população não pode ser isentada, mas é do poder público a responsabilidade por comandar uma mudança que seja eficaz e definitiva na construção de uma cidade com melhor qualidade de vida.

Um exemplo que envergonha a capital amazonense são as ocupações dos leitos dos igarapés. Há pouco mais de 15 anos, o governo do Estado iniciou o Prosamim (Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus), com a promessa de urbanizar o entorno desses cursos d’água e recuperá-los.

Por falta de ação tanto do governo quanto da Prefeitura de Manaus, algumas áreas desocupadas no passado voltaram a receber as construções irregulares, tornando o ambiente igual ou pior do que antes do Prosamim. É o caso do Igarapé do 40, entre os bairros Japiim e Distrito Industrial.

No local, há uma verdadeira invasão das margens do igarapé, com a construção de casebres que servem, inicialmente, como local de comércio e, com o tempo, de moradia. Não apenas a paisagem é afetada, mas o próprio igarapé, que volta a ser depósito de lixo, como no passado.

Tudo é feito sob o nariz das autoridades, e nada é feito. Falta pulso ao poder público, que deveria impedir que a área fosse invadida. Como não impediu, é dever, agora, retirar os invasores e devolver o igarapé para toda a sociedade.

Ao não agir, o poder público dá carta branca para que outras áreas de igarapés sejam invadidas, como já está ocorrendo, por exemplo, às margens do Igarapé de Petrópolis, na rua Marquês da Silveira. Esse local foi urbanizado há mais de 20 anos, e se manteve preservado graças à ação dos moradores, que evitaram as construções e plantaram árvores.

Os igarapés poluídos e a quantidade de lixo jogado em seus leitos são uma espécie de cartão postal negativo da cidade de Manaus e depõe contra o título que os amazonenses reivindicam de “capital da Amazônia”.

Os igarapés são apenas um dos muitos problemas da capital amazonense que poderíamos listar e que colocam a cidade na contramão do que o mundo está chamando de cidades sustentáveis.
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