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MANAUS A CAPITAL INTERNACIONAL DA AMAZÔNIA

Várias cidades são referências por suas peculiaridades históricas e culturais ou por suas aptidões para negócios, lazer ou entretenimento, as quais ficam carimbadas no imaginário dos viajantes.

                Las Vegas, nos Estados Unidos, é conhecida como a Cidade do Pecado por oferecer aos adultos diversas formas de recreação (cassinos, jogos, etc.). Também é definida como a capital da diversão. Os visitantes já sabem que o slogan é: O que acontece em Vegas fica em Vegas.  Vale Lembrar que Vegas foi construída em um lugar inóspito no deserto do Estado de Nevada.

                Outra cidade que tem um referencial importantíssimo para a humanidade é Paris. É mais conhecida como a Cidade Luz. Já foi a cidade mais importante de todo mundo ocidental. Paris (La Ville-Lumière ou Cidade Luz) leva esse nome por conta da decisão de Luiz XIV (o Rei Sol), que em meados do Século XVII, diante dos conflitos internos determinou que todas as ruas principais da cidade fossem iluminadas com lanternas e que os moradores iluminassem suas janelas com lampiões a óleo. Assim, os bandidos não teriam lugar para se esconder da polícia.  Independente daquele fato, a capital parisiense guardou a história permanecendo iluminada até hoje.

                Orlando, nos EUA, é a cidade referencial para um dos maiores atrativos turísticos do mundo, que é o Walt Disney World Resort ou informalmente conhecido como Disney World, o local de entretenimento mais visitado em todo o planeta. Um investimento visionário, sem dúvida com o apoio do governo local, transformou a cidade e seus arredores em destino apropriado para a indústria de consumo.

                No Brasil, não podemos deixar de registrar o Rio de Janeiro conhecida mundialmente como a Capital do Cristo Redentor e a Cidade do Carnaval. Essa cidade não precisou ser vendida. Por sua exuberância ela se vendeu sozinha para os brasileiros e para o mundo, inclusive para o nicho cinematográfico. No entanto, tem sido judiada por quem a governa, nas últimas décadas.

                Brasília, há 20 anos, tinha um aeroporto medíocre que recebia os políticos nas terças- feiras e devolvia nas quintas para as suas origens, permanecendo nos finais de semana uma cidade fantasma. Poucos eram os turistas que raramente iam visitar a Catedral e outros atrativos sem expressão. Depois que os governantes entenderam que a cidade poderia ser o grande hub da região Centro-Oeste para conectar o país e o país com o mundo, apostou em construir um aeroporto com capacidade para atrair novas companhias nacionais e internacionais, oferecendo condições para que os novos voos se concentrassem na capital federal e alavancassem o turismo de vários segmentos.

Enfim, poderíamos falar de muitas outras cidades que se tornaram destinos consolidados no mundo, por algo emblemático.

No entanto, quero mesmo é falar sobre Manaus.  A capital amazonense oferece inúmeras vantagens comparativas diante das demais cidades da região, por vários aspectos, os quais a credenciam para se tornar a Capital Internacional da Amazônia.

Por exemplo, a sua localização geográfica é estratégica para a conectividade com as demais capitais amazônicas, com as principais cidades brasileiras, com a Pan-Amazônia, Caribe e, sobretudo, com os Estados Unidos, o maior emissor mundial de turistas e o maior polo de negócios. Então porque até hoje nenhum governante resolveu envidar esforços para que a capital amazonense se tornasse o hub da Amazônia Internacional e um dos principais destinos mundiais para a indústria do entretenimento e do turismo?

Ainda nessa esteira, diferentemente de outras cidades do Norte do país, Manaus oferece qualidades e potencialidades para receber novos e importantes investimentos, pois se encontra entre as 10 cidades mais ricas do Brasil, ocupando a 8ª. colocação, atrás apenas de grandes indutores econômicos brasileiros como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Osasco e Porto Alegre, lugares onde os negócios da manufatura, do agrobusiness, da indústria petrolífera e outros, estão concentrados.

Economicamente falando, Manaus tem o status de cidade industrial, uma vez que concentra em suas entranhas o maior Polo de Manufatura da América do Sul, o qual gera riquezas que permitem ao Governo do Estado ostentar com recursos para áreas de Educação, Saúde, Segurança Pública, Manutenção da Máquina Pública e outras áreas relevantes.

Todavia, mesmo diante de todas essas vantagens, a cidade geme em busca de algum visionário que a governe com olhar empreendedor. Que a transforme em uma das principais capitais com infraestrutura adequada para um sistema de transporte público rápido, eficiente e humanizado; um porto turístico atrativo e estruturado; um Centro Histórico restaurado e conservado para perenizar a Sua História.

Enfim, que além de tudo isso, possa mudar o cenário paisagístico de Manaus, transformando-a em uma das cidades mais verdes do mundo, e adotando medidas inovadoras para torná-la uma das principais cidades sustentáveis do planeta. Afinal, o Estado que mais preserva a sua riqueza natural com 97% de floresta preservada, é detentor da maior diversidade da ictiofauna (peixes) do planeta e oferece a maior reserva de água potável da terra, não pode ter a sua capital como uma das cidades mais devastadas e com um dos menores índices de saneamento básico (é a 96º. no ranking nacional) e de desenvolvimento humano do país (fora das 100 cidades com melhores índices).

Lamentavelmente, há várias décadas, a capital amazonense, mesmo sendo mantida entre as 10 capitais mais ricas do país, recebeu pouca, ou quase nada, da atenção daqueles que a governaram. A cidade precisa de um governo que a enxergue como ela é de fato: uma cidade estratégica para distribuição de voos dentro e fora do país;  que pode ser mais rica com o desenvolvimento efetivo do turismo e com a instalação de indústrias do pescado e da fruticultura; que pode ser exemplo para o mundo como Cidade Sustentável adotando medidas mitigadoras para os efeitos negativos ao Meio Ambiente e à sociedade.

Enfim, Manaus precisa de visionários que a governem enxergando-a além do seu tempo!  

Oreni Braga

Mestre em Gestão e Auditoria Ambiental

Especialista em Ecoturismo, Planejamento e Gestão de Parques

e Design de Ecolodges

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