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Mais de 500 cartelas de Azitromicina são apreendidas pela Receita Federal nos Correios de Manaus

Medicamento é associado ao uso de hidróxido de cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19. Polícia Civil irá investigar o envio dos produtos de forma irregular.

Cerca de 551 cartelas do antibiótico Azitromicina di-hidratada, cada uma contendo 3 comprimidos, foram apreendidas em situação irregular, nesta terça-feira (5), durante uma operação da Receita Federal, no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE) dos Correios, na Zona Centro-Oeste de Manaus. O medicamento é associado ao uso de hidróxido de cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19. No Amazonas, mais de 8 mil casos da doença já foram registrados.

De acordo com a Receita Federal, o medicamento estava estava endereçado a um remetente de um bairro da Zona Leste de Manaus, sem nota fiscal de venda e prescrição médica. O material apreendido foi entregue à Polícia Civil, que informou que irá abrir um inquérito para investigar a origem dos comprimidos e apurar informações sobre o destinatário.

G1 entrou em contato com a Vigilância Sanitária Municipal (Visa Manaus) para saber se o órgão foi acionado para realizar os procedimentos de inspeção e fazer a perícia do medicamento apreendido, mas, até o fechamento desta reportagem, não obteve resposta.

Antes da pandemia do novo coronavírus, a Azitromicina Di-Hidratada já era tradicionalmente utilizada no tratamento de infecções do trato respiratório inferior, incluindo bronquite e pneumonia. Em um estudo liderado pelo infectologista da Fiocruz Amazônia, Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda sobre o uso de cloroquina no combate ao novo coronavírus, o médico explicou que as doses podem ser associadas à azitromicina.

Os primeiros resultados do estudo apontaram que uma alta dose de cloroquina, principalmente quando associada ao uso de azitromicina, é tóxica para pacientes com o novo coronavírus em estado grave. Nesta terça-feira, a Receita Federal também apreendeu uma jiboia ‘arco-íris’, peixes ornamentais e insetos nos Correios de Manaus.

Cloroquina em falta nas farmácias

Desde que o Ministério da Saúde (MS) anunciou a cloroquina como eficaz no tratamento de coronavírus, o medicamento começou a faltar no sistema público de saúde para pacientes que fazem uso contínuo do de acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam). Pacientes que precisam do remédio para o tratamento outras doenças relataram dificuldades em encontrar o medicamento.

O Amazonas recebeu, no mês de Abril, 11 mil comprimidos de cloroquina para pacientes que testaram positivo para o novo coronavírus (Covid-19). A remessa, enviada pelo Ministério da Saúde (MS), seria suficiente para 611 tratamentos, considerando que a recomendação de tratamento completo dos pacientes, na sua forma grave, é de 18 comprimidos, segundo a Susam. A Susam informou o aguardo do envio de outros 50 mil comprimidos do remédio pelo MS.

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