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Lista com valores de propina a deputados foi apreendida pela Polícia Federal

Parlamentares não comentam operação Sangria

Nenhum deputado saiu em defesa ou prestou solidariedade ao governador

Wilson Lima não colabora com as investigações da Federal

Mais de 100 milhões do Amazonas vão para a Bahia

Arthur Neto mantém decretos da pandemia do Covid-19

Uma lista que teria sido apreendida pela Polícia Federal na sede do Governo do Amazonas com nomes e valores pagos a políticos, está tirando o sono de deputados estaduais. Seriam valores pagos pelo Executivo a título de mensalinho para alguns parlamentares. É por conta dessa lista que os parlamentares da base governistas estão calados. O silêncio é geral. Nenhum deputado foi à tribuna defender ou prestar solidariedade a Wilson Lima que, segundo a subprocuradora-geral da União, Lindôra Maria Araújo, seria o chefe da organização criminosa que desviou recursos da saúde.

Wilson não colabora com a PF

Ao se recusar a informar as senhas dos seus aparelhos celulares, o governador Wilson Lima não colaborou e nem demonstrou interesse em esclarecer as graves denúncias contra ele e seu Governo. Se tivesse interesse em esclarecer os fatos, como afirmou em vídeo postado nas redes sociais, teria entregue à Polícia Federal as senhas dos aparelhos apreendidos na operação Sangria, deflagrada na terça-feira (30/6). A conclusão é do delegado da Polícia Federal, Max Ribeiro, em entrevista na quarta-feira (1/7) ao programa 18Horas da rádio Mix. “Ele (Wilson Lima) como gestor público, por um dever de moralidade, dever do cargo e dever moral, deveria ter cedido as senhas”, disse Max Ribeiro.

Um direito do investigado

Pela legislação, Wilson Lima não é obrigado a entregar as senhas. Mas a recusa pode ser encarada como uma resistência em colaborar com as investigações. No decorrer do inquérito, isso pode ser usado, junto com outros elementos, como indício de que tentava esconder algo.

Desbloqueio

A Federal tem equipamentos para destravar aparelhos. Mas nem sempre consegue, como no caso do ex-prefeito de Nhamundá, Mário Paulain, no processo de compra de votos para o então candidato a governador Wilson Lima.

Mais de 100 policiais

O delegado Max Ribeiro revelou alguns detalhes da operação Sangria. Foram mobilizados mais de 100 policiais divididos em 19 equipes em Manaus, duas em Brasília e uma em São José dos Campos (SP). A operação teve o apoio ainda de técnicos da Receita Federal e da Controladoria da União.

Arthur mantém decretos

O prefeito Arthur Neto estendeu até dia 31 de julho, quatro decretos de caráter econômico e de distanciamento social. Fica mantido: a proibição de corte de abastecimento de água por inadimplência, a suspensão de licença e autorizações para realização de eventos públicos e a manutenção de teletrabalho para servidores municipais. Tudo em função do Covid-19. Arthur permanece no Hospital Adventista, após testar positivo para o coronavírus. Disse em vídeo que está em plena recuperação e espera voltar breve as atividades presenciais.

Cigás leva dinheiro do Amazonas para a Bahia

O presidente da Assembleia, Josué Neto, disse que no ano de 2019 apenas R$ 7 milhões de lucros da Cigás ficaram no Amazonas, enquanto R$ 100 milhões foram para o Estado da Bahia. O parlamentar tenta aprovar na assembleia a flexibilização da exploração de gás no estado. Projeto nesse sentido foi aprovado pela maioria dos deputados mas o governador Wilson Lima vetou e agora, a assembleia tem a oportunidade de votar para derrubar o voto. Josué observou que a responsabilidade dessa ação vai depender dos deputados. A flexibilização da exploração do gás teria condições de criar em todo Amazonas, 36 mil empregos, segundo afirma Josué.

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