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Lideranças indígenas e intelectuais amazonenses participam do Centenário da Semana de Arte Moderna de 22

Prefeitura de Manaus,  por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e Conselho Municipal de Cultura (Concultura), apoia o evento on-line e comemorativo do Centenário da Semana de Arte Moderna, que nesta sexta-feira, 18/2,  último dia, é dedicado à influência da cultura do Norte no movimento balizador da cultura brasileira. O evento é realizado pela Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC), em parceria com Célia Helena Centro de Artes e Educação.

 O dia do evento dedicado à Amazônia terá a participação de escritores e lideranças indígenas da região, como o antropólogo João Paulo Tukano, Daniel Munduruku, Jaime Diakara, Estevão Tukano, Marcivana Sateré, e de intelectuais que estudam a cultura da região, com destaque para os professores José Ribamar Bessa Freire, Willi Bole, Marcos Frederico Krüger e Paulo Nunes. 

Para o presidente do Concultura, Tenório Telles, a participação de Manaus e de   seus artistas, intelectuais e lideranças indígenas no Centenário da Semana de Arte Moderna é um reconhecimento e uma oportunidade de divulgação da região e sua gente. “Ao mesmo tempo em que participamos de um momento histórico para a cultura de nosso país”, complementou.

A Semana de Arte Moderna, que foi realizada no Teatro Municipal de São Paulo entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, é um acontecimento artístico incontornável do processo cultural brasileiro. 

 A programação, neste último dia de evento, será enriquecida com apresentações artísticas alusivas a temas e autores que fazem parte da história do modernismo brasileiro.

A programação será realizada on-line, com inscrições pelo site www.semanade22pucsp.com , e é composta de mesas temáticas e palestras em que os convidados discutirão o significado da Semana de 22 para a cultura brasileira e suas reverberações 

A organização da festividade do Centenário da Semana de 22 é uma iniciativa do Programa de Estudos Pós-Graduados em Literatura e Crítica Literária da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. O evento tem a curadoria da professora Diana Navas, dos doutorandos Tenório Telles e Ademir Godoy Bueno, do Msc. Rodrigo Louçana Audi e participação do corpo discente e docente do Programa de Literatura e Crítica Literária da PUC-SP.

Programação

O evento é totalmente virtual, com participação on-line, e a primeira mesa, com acesso pelo link             https://www.youtube.com/watch?v=gcuAmgd6YwA, teve início às 9h20, com uma apresentação artística no vídeo de Thiago de Mello: vida e poesia. Às 9h25, um Interlúdio artístico Manaus: a Paris dos Trópicos – Berço da Humanidade.

O primeiro tema do dia teve início às 9h30 – “Cultura e ancestralidade: A presença indígena na arte brasileira – Imaginário e identidade”.

O debatedor 1: Professor José Ribamar Bessa Freire (UERJ). Como debatedor 2: Escritor Daniel Munduruku (Instituto UK’A). E debatedor 3: Antropólogo João Paulo Tukano (Yepamahsã), a mediação é da professora Beth Brait (PUC-SP).

A segunda mesa com acesso no link: https://www.youtube.com/watch?v=0Hr4LWNUh0s, começa às 11h, com a  apresentação artística – Saga de um Canoeiro, por Daniel Ribeiro.

O debate inicia às 11h10, com o tema “Formas de convivência e diálogos com o mundo – pensamento indígena e saberes ancestrais”. Os debatedores são: Estevão Tukano – liderança do povo tukano,  professora Sheila Praxedes Pereira Campos (UFRR), escritor Jaime Diakara (Dessana), com mediação de Flávio Pimentel (IFPA).

Encerra o programa da manhã às 12h20, com Interlúdio artístico – Cantiga quase de roda, de Thiago de Mello, por Dori Carvalho.

Na parte da tarde, a primeira mesa pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=55Q2dN636Eo , às 14h, inicia com a  apresentação artística:

Recital de poesia – Cobra Norato, de Raul Bopp, com interpretação dos atores Leonardo Novellino e Fabrício Mendes. O roteiro é de Tenório Telles, com a direção e edição de Walter Santos.

 O debate começa às 14 h10, com o tema “A Semana de Arte Moderna e o debate sobre identidade e estética na Amazônia”. Os debatedores são: professor Willi Bolle (USP), professor Marcos Frederico Krüger (UEA), professor Paulo Nunes (UNAMA), e a mediadora é a  professora Maria Aparecida Junqueira (PUC-SP).

No intervalo, tem a apresentação artística, com Espetáculo – Cosmogonias amazônicas.

 A segunda mesa pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=qpGEeYvhgDc , às 15h45, tem como tema “Vivência cultural: “Cosmogonias amazônicas – diálogos com kumus e outros sábios indígenas”. No debate, Marcivana Sateré (Maué), professor Pedro Coelho Fragelli (USP), professor Marco Antonio Moraes (USP), com a mediação da professora Elizabeth Cardoso (PUC-SP).

No encerramento, tem a  exposição “A Amazônia abriu a minha Vida”, por Du Zupanni, seguida dos agradecimentos da  PUC-SP, pela professora Diana Navas, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Literatura e Crítica Literária da PUC-SP. 

O Centenário encerra com a apresentação artística: Espetáculo Ritual das Raças,  Boi-Bumbá de Parintins.

Cem anos depois, a Semana de Arte Moderna continua reverberando na cultura brasileira, com a Amazônia como uma referência fundamental pelo significado de seus mitos, lendas e suas culturais ancestrais.

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Texto – Cristóvão Nonato com informações da PUC/SP

Arte e Vídeos – Divulgação

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