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Lavanderia onde funciona oficina tem mesmo endereço dado na Maus Caminhos

Manaus – O endereço fornecido em 2015 e 2016 pelo empresário Davi Flores, preso na operação Maus Caminhos, da lavanderia que atendia na época unidades de saúde do Estado, é o mesmo que o procurador da Norte Serviços Médicos informou, na semana passada, na CPI da Saúde, para a lavandeira responsável pela limpeza de 44 toneladas de roupa do Hospital de Campanha da Nilton Lins. Fica na Rua Emílio Moreira, 1.550, Praça 14, onde há 10 anos funciona uma oficina mecânica.

(Foto: Tiago Modesto/GDC)

Nos Contratos 005/2015, 0026/2015 e 001/2016 entre a D’ Flores e o Governo do Amazonas para prestação de serviços no Pronto-Socorro da Criança Zona Sul, no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e na Fundação de Medicina Tropical, respectivamente, o endereço é o mesmo: Rua Emílio Moreira, nº 1.550, no bairro Praça 14.

(Foto: Reprodução)

Veja os documentos na íntegra!

A Maus Caminhos resultou na prisão do médico e empresário Mouhamad Moustafá, da empresária Jennifer Nayiara, da enfermeira Priscila Coutinho e do empresário Davi Flores. As penas somaram 28 anos e quatro meses de prisão, em ação penal que investigou desvios de R$ 104 milhões da Saúde do Amazonas.

Superfaturamento

De acordo com a operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) com o Ministério Público Federal (MPF), houve o superfaturamento e desvio em contratos fechados com o Instituto Novos Caminhos e a empresa D’Flores para prestações de serviços de lavanderia.

No documento de cotação de preços, expedido pela empresa para serviços de lavanderia hospitalar para o Pronto-Socorro da Criança na zona sul, o proprietário da D’ Flores, assina e carimba, reafirmando o endereço fornecido nos contratos.

Na última sexta-feira (3), durante reunião da CPI, os deputados estaduais aprovaram requerimento que solicita a suspensão dos pagamentos da Norte Serviços Médicos. O presidente da Comissão, delegado Péricles, afirmou que ainda há muito para investigar.

“Vale destacar que essa empresa, de 2017 a 2020, já recebeu quase R$ 25 milhões do governo do Estado, e isso está sendo investigado, até porque muito desses pagamentos foram por processos indenizatórios. Se ela colocou 44 toneladas em um serviço do Hospital Nilton Lins em 13 dias de serviço, que é um absurdo, imagine o que ela não fez em outros”, frisou Péricles.

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