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Justiça do Pará tenta resolver cagada do governo do Pará, que adquiriu respiradores piratas da china

O governo do Pará conseguiu na Justiça o bloqueio dos bens dos seis sócios da SKN do Brasil Importação e Exportação Eletroeletrônicos LTD, empresa que vendeu os respiradores para o Estado, além da retenção dos passaportes para que os acusados não possam sair do Brasil. O anúncio foi feito na tarde deste domingo (10), pelo governador Helder Barbalho, pelas redes sociais, que assim alivia uma grande cagada desse gestor.

A compra de respiradores feita pelo Governo do Pará está sendo investigada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal. Os aparelhos foram importados da China, sem licitação, para atender pacientes infectados pelo novo coronavírus, ao preço de R$ 126 mil cada. No entanto, os primeiros 152 equipamentos entregues ao governo paraense não funcionam. As investigações ocorrerão em sigilo.

Segundo o Ministério Público do Pará, a deficiência técnica nos respiradores impede o uso para pacientes com a covid-19. Eles seriam instalados em seis hospitais que estão sendo preparados para ampliar a oferta de leitos de terapia intensiva durante a pandemia. No total, segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Pará (Sespa), o governo adquiriu 400 kits para atendimento aos pacientes com coronavírus, contendo 400 respiradores, 400 monitores multiparamétricos, 400 oxímetros de pulso e 1.600 bombas de infusão. Somente os 400 respiradores custaram R$ 50,4 milhões, de acordo com o órgão.

Em nota enviada à reportagem  do Liberal neste domingo (10), o governo do Pará informou que vem sofrendo problemas técnicos na implantação dos respiradores comprados na China, que chegaram na última segunda-feira (4) ao Estado e ainda não puderam ser usados.

“São as mesmas dificuldades que estão sendo enfrentadas por outros compradores, como grandes corporações privadas. Conjuntamente, estamos em contato direto com os fabricantes, que prometem saná-los em caráter de urgência. Os fabricantes assumiram o compromisso com os compradores brasileiros de resolver os problemas e fazer as adequações dos equipamentos aos parâmetros nacionais”, diz o texto.

Sobre os valores, o governo estadual esclareceu que pagou um dos melhores preços entre os compradores, e aguarda a solução dos entraves, ressaltando que, em hipótese alguma, o erário público será prejudicado e que, se as máquinas não cumprirem sua missão, serão devolvidas.

Em suas redes sociais, o governador do Pará, Helder Barbalho, publicou o seguinte conteúdo: “Sobre a crise dos respiradores, o governo está fazendo a seguinte exigência à fábrica: eles entregam 400 respiradores em pleno funcionamento, com absoluta urgência e ajuste correto – e nós devolvemos os 152 que estão sem o ajuste. Para que todos entendam, o aparelho deve ter normas brasileiras de funcionamento e tem que ter uma calibragem que não mande oxigênio demais nem de menos. Tem que ser absolutamente preciso, o que não aconteceu nos testes”.

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