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Hospital de referência para Covid-19 é fechado no AM após queda no número de internações

O hospital de referência para tratamento de pacientes com a Covid-19 Nilton Lins foi fechado em Manaus, nesta quinta-feira (16). Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), o fim das atividades ocorre após a constatação de queda no número de internações e casos da doença. No mês passado, o hospital de campanha municipal também encerrou os atendimentos.

Atualmente, a unidade Nilton Lins operava somente com ala voltada para o tratamento de indígenas. Os pacientes foram transferidos para o Hospital e Pronto-socorro 28 de Agosto, na capital.

Em 90 dias, conforme dados do governo, foram contabilizados mais de 1.800 atendimentos na unidade, que funcionava com 148 leitos, sendo 40 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 108 clínicos. Desses, 59 são leitos eram da ala montada com o apoio do Governo Federal para o atendimento exclusivo de indígenas.

O governo informou que, com o fechamento da unidade, mais de 100 equipamentos, entre monitores e ventiladores mecânicos adquiridos pela Susam ou doados pelo Ministério da Saúde, estão sendo remanejados para as unidades da rede. Os equipamentos serão distribuídos para os hospitais de emergência 28 de Agosto, Platão Araújo, João Lúcio e também para os hospitais com atendimento especializado a crianças, os hospitais infantis.

Redução da curva de contágio

Nesta sexta-feira (17), o Amazonas contabilizou mais 24 mortes causadas pelo novo coronavírus, e o total de óbitos chegou a 3.118, conforme boletim epidemiológico divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). Nas últimas 24 horas, foram confirmados mais 797 casos da doença, elevando para 88.822 o total de infectados.

De acordo com as autoridades, há uma tendência de queda nos casos depois do pico ocorrido maio, quando o estado registrou mais de 11 mil casos em sete dias. Há quase cinco semanas o estado apresenta redução progressiva nos números de novos diagnosticados e mortos. Especialistas apontam como uma das explicações a “imunidade de rebanho” – estratégia que parte do princípio de que, uma vez que grande parte da população já tenha sido infectada, indivíduos ainda vulneráveis têm menor chance de contágio.

Por conta da queda de casos e mortes, o cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus, suspendeu, em junho, o sistema de enterros em vala comum e retomou os sepultamentos em covas individuais. O sistema de valas comuns, chamado pela prefeitura de “trincheira”, era realizado desde o dia 21 de abril, quando o aumento da demanda saltou de uma média de 30 enterros diários, para mais de 100 por dia.

Em abril, a capital chegou a bater um recorde de 140 enterros em 24 horas. Atualmente, os números voltaram à média, de 30, registrada antes da pandemia. A capital chegou a registrar mortes 108% acima da média histórica e sofreu um colapso funerário por conta dos casos de Covid-19, com enterro de caixões empilhados e em valas comuns.

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