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Governo Federal nega apoio logístico para enviar estoque de caixões a Manaus, diz associação

A Associação Brasileira de Empresas e Diretores do Setor Funerário (ABREDIF) informou por meio de nota, nesta terça-feira (28), que o Governo Federal negou um pedido de apoio logístico para adequar o estoque de urnas funerárias que serão enviadas a Manaus. O pedido foi feito pela associação após o aumento na demanda de enterros provocar um colapso funerário. No último domingo (26), Manaus registrou recorde no número de sepultamentos desde o início da pandemia do novo coronavírus.

A Prefeitura de Manaus informou que as mortes registradas são de casos em geral, entre pacientes de Covid-19, mortos por síndromes respiratórias ou outras causas. No Amazonas, o número de casos confirmados do novo coronavírus ultrapassa a marca de 4,3 mil, com mais de 350 mortes pela doença.

De acordo com o documento, assinado pelo presidente da ABREDIF, Lourival Antônio Panhozzi, o setor tem vários caminhões carregados de urnas a caminho de Manaus, contudo, a viagem, que ocorre parte por via terrestre, parte por balsa, demanda vários dias.

O pedido da ABREDIF, segundo o documento, era para que fosse disponibilizado transporte aéreo de caixões para Manaus. Isto, segundo Panhozzi, possibilitaria uma pronta reposição das urnas, até que as cargas vias terrestres chegassem.

De acordo com a associação, o Governo Federal informou que, via Comitê de Crise, “já adotou ações para minimizar os impactos do coronavírus no Estado do Amazonas, entre elas a entrega de 55 respiradores; 486 mascaras; 46.560 Testes rápidos, e o envio de 29 profissionais da Força Aérea Nacional do Sus (8 medico, 19 enfermeiros e 02 fisioterapeutas)”.

G1 entrou em contato com o Governo Federal questionando sobre a solicitação negada, mas, até a publicação desta matéria, não obteve resposta. A associação informou ainda que busca um acordo com empresas aéreas privadas para tentar viabilizar o transporte necessário para suprir a demanda.

Colapso no sistema funerário de Manaus

Há uma semana, a média diária de enterros na cidade passou a ser de 100. Antes, a média era de 30 sepultamentos por dia, segundo o Sindicato das Empresas Funerárias do Estado (Sefeam). Há mais de uma semana, cartórios da capital também estenderam o regime de plantão para atender alta demanda de registro de óbito.

Empresas privadas informaram que só possuem estoque de urnas funerárias para os próximos dias, caso a quantidade de enterros permaneça alta. A prefeitura já passou a oferecer e sugerir que famílias optem pela cremação, oferecida em parceria com uma empresa privada. Há uma semana, o cemitério recebeu a instalação de contêineres frigoríficos para comportar os corpos.

Um novo procedimento de empilhar caixões havia sido tomado por conta do aumento drástico no número de sepultamentos na capital. Diante da repercussão negativa sobre o empilhamento dos caixões de pessoas mortas em Manaus, a prefeitura voltou atrás e informou que não serão mais realizados sepultamento em ”sistema de camadas” no cemitério público Nossa Senhora Aparecida.

Cemitério em Manaus realiza enterros durante a noite para atender demanda. — Foto: Chico Batata/Divulgação
Cemitério em Manaus realiza enterros durante a noite para atender demanda. — Foto: Chico Batata/Divulgação

Cemitério em Manaus realiza enterros durante a noite para atender demanda. — Foto: Chico Batata/Divulgação

Coronavírus no Amazonas

O Amazonas registrou mais 409 casos do novo coronavírus, nesta terça-feira (28), e o total teve um novo salto: 4.337 casos confirmados de Covid-19. O boletim epidemiológico, divulgado pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), também aponta mais 31 óbitos pela doença, totalizando 351 mortes.

O boletim desta terça-feira aponta que 2.288 pessoas com diagnóstico de Covid-19 estão em isolamento social ou domiciliar. De segunda (28) para terça, mais 184 pessoas se recuperaram da doença e, agora, 1.456 estão fora do período de transmissão do vírus.

Dos 4.337 casos confirmados no Amazonas, 2.899 são de Manaus e 1.438 do interior do estado. Manacapuru é a cidade do interior com o pior cenário, e agora já registra 321 casos confirmados de Covid-19. Outros dois municípios, Parintins e Itacoatiara, ultrapassaram a marca de 100 casos da doença, com, respectivamente, 119 e 101.

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