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Governo anuncia retorno das aulas presenciais do ensino fundamental em Manaus para 30 de setembro

As aulas presenciais para cerca de 111 mil estudantes do ensino fundamental da rede estadual de ensino, em Manaus, devem retornar no dia 30 de setembro, informou o Governo do Amazonas. As aulas serão realizadas no formato híbrido (presencial e online ao mesmo tempo).

O retorno dessa modalidade de ensino na rede pública estava previsto para o dia 24 de agosto, mas foi adiado. Cerca de 110 mil estudantes do ensino médio já voltaram às escolas desde o dia 10 de agosto, também no ensino híbrido. As aulas na rede privada da capital já acontecem de forma presencial desde o dia 6 de julho.

Por conta do retorno das aulas, o governo realiza testagem em massa de profissionais da Educação. Até 11 de setembro, mais de 1,9 mil haviam testado positivo para Covid-19. Em todo o Amazonas, o total de casos passa de 133 mil, com mais de 3,9 mil mortes.

Conforme o governo, o retorno das aulas para o ensino fundamental foi programado com as medidas para conter aglomerações e a conclusão da adequação das escolas estaduais às regras sanitárias.

Em Manaus, são 107 escolas de Ensino Fundamental, atendendo cerca de 111 mil estudantes nos Anos Finais e Iniciais. Mais de 3 mil profissionais dessa modalidade também voltarão as unidades.

De acordo com o governador Wilson Lima, está sendo observado nos últimos dias uma tendência de aumento de casos de Covid. Por conta disso, foi decretado o fechamento de bares e balneários. Ainda conforme Lima, essa tendência de aumento é resultado de aglomerações, e não do retorno das aulas, do ano letivo.

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Sistema híbrido

Segundo o governo, as turmas serão divididas em dois blocos (A e B), que frequentarão as unidades em dias alternados. Quando não estiverem na escola, os estudantes deverão acompanhar as transmissões do projeto “Aula em Casa”.

Para esse retorno, ainda segundo o governo, as unidades de Ensino Fundamental receberam totens e dispensers de álcool gel e pias e sabonetes em pontos estratégicos. As escolas foram sinalizadas com os principais protocolos de segurança em saúde. Ao todo cerca de 428 pias foram instaladas para essa retomada.

As unidades terão de obedecer a protocolos bem definidos de distanciamento social: uso obrigatório de máscaras e EPIs, monitoramento da saúde dos alunos, higiene pessoal e dos ambientes escolares e redução de 50% dos estudantes nas aulas presenciais, entre outras medidas.

Covid-19 no Amazonas

O governo do estado informou, por meio de nota, que os dados apontam uma alta na média móvel de internações pela doença após meses de queda, mas descartou que o estado esteja vivendo uma segunda onda da doença.

A primeira onda ocorreu durante os meses de abril e maio, quando o sistema público de saúde entrou em colapso, com quase 100% de ocupação. A capital amazonense acabou sofrendo colapso, também, no sistema funerário e o número de mortes ficou 108% acima da média histórica.

Os dois hospitais abertos emergencialmente em Manaus para atender apenas casos de Covid-19 já foram fechados. No dia 23 de junho, a Prefeitura anunciou o fechamento do hospital de campanha e, no dia 16 de julho, o governo fechou o Hospital de Combate à Covid-19, Hospital Nilton Lins.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que o Hospital Delphina Aziz, que seria aberto para outras enfermidades, permanecerá sendo a unidade referência para o tratamento de Covid-19.

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