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Governador recua após manifestações

Manaus – Após dia marcado por manifestações de comerciantes, em diversos pontos de Manaus, que pediam a reabertura do comércio, o Governo do Amazonas recuou e assinará um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) junto a entidades de representantes de classes para flexibilizar o fechamento do comércio e serviços. Com isto, lojas irão abrir em horário diferenciado a partir desta segunda-feira (28).

Durante reunião, que encerrou na madrugada de ontem, representantes do comércio e serviços se comprometeram em assinar o acordo com o Ministério Público Estadual e Governo do Amazonas, após anúncio da flexibilização. O termo permite que novos critérios sejam estabelecidos para o funcionamento dos comércios durante o período em que o decreto número 43.234 estiver em vigor.

Manifestantes bloquearam Avenida André Araújo, e queimaram pneus em frente ao antigo trabalho de Wilson Lima, o Grupo A Crítica (Foto: Divulgação)

O presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Jorge Lima, destacou que a contrapartida da reabertura do comércio com o horário diferenciado é que os comerciantes cumpram as normas sanitárias da saúde de combate ao novo coronavírus. Os novos critérios para o setor valerão entre os dias 28 de dezembro e 11 de janeiro.

“Esse TAC inclui até condução para não tumultuar o coletivo, para diminuir a população do coletivo e também oferecer o álcool em gel, e controlar o uso obrigatório da máscara, além de outras exigências. No período em que o funcionário tiver trabalhando, e acometido da doença, o patrão também é responsável pelo funcionário, em caso de apoio médico”, explicou o presidente da ACA.

Alterações

A maioria dos empresários e comerciantes pediu a revogação do decreto, mas o argumento principal usado pelo governo foi o nível crítico de ocupação de leitos de UTI na cidade por pacientes com Covid-19 que, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), beira, hoje, os 98%.

Após flexibilização, a partir desta segunda, lojas podem funcionar de 8h às 16h, de segunda à sexta-feira, e fecharão nos fins de semana, apenas serviços delivery e drive-thru estão autorizados. Os shoppings centers funcionarão de 12h às 20h, e também ficaram fechados aos fins de semana, funcionando apenas delivery e drive-thru.

Os restaurantes, bares, lojas de conveniência e flutuantes, só podem funcionar na modalidade restaurante, durante seis horas por dia encerrando as atividades às 22h.

Especialista comenta

“O decreto é uma medida necessária. Entretanto, ela é uma medida tardia, porque muitas mortes poderiam ter sido poupadas se o governador tivesse decretado isso antes”, disse o doutorando do programa de pós-graduação em biologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Lucas Ferrante.

Trabalhadores queimam pneus em protesto e polícia usa força

Após o decreto de fechamento do comércio não essencial, do governador Wilson Lima (PSC), comerciantes e motoristas de aplicativos da capital realizaram uma manifestação, no sábado (26), onde buscavam um encontro com Wilson para obter flexibilização acerca da decisão. O ato, que começou de forma pacífica, terminou com uma ação truculenta da polícia que atuava nas proximidades da casa de Wilson Lima, no bairro Parque 10, e no seu ex-local de trabalho, no Grupo A Crítica, na Avenida André Araújo, Aleixo, ambos na zona centro-sul.

Durante a ação em frente à sede de A Crítica, balas de borracha e spray de pimenta foram utilizadas para dispersar a população, com alguns manifestantes tendo sido atingidos e relatado as agressões sofridas ao Grupo Diário de Comunicação (GDC).

O comerciante Ramon Rofé, que foi alvejado com dois disparos, relatou que o ato buscava um encontro com o governador, e que as ações não surtiram os efeitos desejados. “Não conseguimos falar com os políticos como queríamos, pois já chegamos sendo alvejados pela polícia no local. Buscamos nesse ato um diálogo com o governador mas tudo o que eu consegui foi um tiro no pé e na perna”, relatou.

Horas antes, no Centro de Manaus, trabalhadores chegaram a se ajoelhar na Avenida Floriano Peixoto, pedindo que o decreto fosse revogado.

Fonte: D24am. Leia mais em https://d24am.com/amazonas/governador-recua-apos-manifestacoes/

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