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Fornecedora da Seduc tem endereço em hotel

Manaus – A empresa D’Max Comércio de Produtos Alimentícios, que faturou mais de R$ 16 milhões em contrato com a Secretaria de Educação de Estado (Seduc), para fornecer gêneros alimentícios durante período da suspensão das aulas, tem sede em um hotel.

A denúncia foi apresentada nesta segunda-feira (13), no Programa AMAZONAS DIÁRIO, do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), transmitido pela RECORD NEWS MANAUS.

Na portaria do Hotel, a reportagem não encontrou nenhum responsável pela empresa (Foto: Carlos Nascimento/GDC)

A denúncia foi feita pelo deputado estadual Wilker Barreto (Podemos), durante sessão ordinária virtual da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) do último dia 24 de junho. O parlamentar apontou ainda que valor supera em cinco vezes o pagamento da compra dos ventiladores na loja de vinhos, investigado pela Polícia Federal, onde foi gasto cerca de 3 milhões de reais.

Segundo dados do Portal da Transparência do Governo do Estado, a empresa possui dois contratos firmados com a Seduc: um no valor de R$ 8,476 milhões e outro de R$ 8,417 milhões. Ambos são para aquisição de gêneros alimentícios, como feijão, arroz, salsicha, conserva, achocolatado e leite, assim como a distribuição aos alunos afetados pela paralisação das aulas por conta da pandemia.

A reportagem apurou que o endereço na empresa indica que a sede desta fica em um hotel na Avenida Torquato Tapajós, na zona norte de Manaus. Na recepção do hotel, a equipe de reportagem tentou entrar em contato com algum representante da D’Max Comércio, mas disseram que, para entrar em contato com a empresa, bastava ligar para o número do hotel.

Na ALE, o tema voltou a ser debatido na sessão ordinária do último dia 1º, quando o deputado Wilker Barreto voltou a cobrar explicações do governo do estado por causa do valor pago em meio a uma crise da saúde. Em seguida, a deputada estadual Joana D’arc (PL) respondeu que a demora em passar informações ocorre por necessidade de coleta de informações, e também porque a D’Max mudou de razão social em 2019.

A D’Max Comércio tem como sócio-proprietário Eliaque Alegria de Lima, que concorreu ao cargo de vereador de Maués, em 2008, mas não foi eleito.

Eliaque teve a prisão preventiva decretada em abril de 2012, em Maués, após ser citado em um depoimento da operação Antracnose, em que uma quadrilha desviou cerca de R$ 3 milhões do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Ele também aparece como sócio-proprietário de outras três empresas, além da D’Max: a Tauari Transportes e Comercio de Produtos Alimentícios Ltda.; Lima Agroflorestal Extração de Madeira; e Ecali Distribuidora de Petróleo Ltda.

Nesta última, Eliaque é sócio de Thiago Guilherme Caliri Queiroz, preso em agosto de 2016, por envolvimento em fraudes em licitações entre os anos de 2013 até o início de 2016, na Prefeitura de Santa Isabel do Rio Negro. Segundo o Ministério Público do Amazonas (MP-AM), o prejuízo aos cofres públicos ultrapassam R$ 17 milhões.

Em suas redes sociais, Eliaque mostra apoio ao governador Wilson Lima, principalmente, após a eleição de 2018.

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