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Flextronics proibiu ‘marmitas e lanches de casa’ depois da repercussão de notícia

Devido a repercussão da notícia ‘Almoço na Flextronics e LG só se o trabalhador levar de casa’, a empresa fabricante de componentes para os celulares da Motorola (a Flex) proibiu os trabalhadores de levarem qualquer tipo de alimento para se alimentarem dentro da empresa.

Ocorre que, em comentário feito por um funcionário da Flextronics no site do Correio da Amazônia, ele diz que “agora teremos que tomar o café requintado com composto lácteo e ter que aguentar a dor no estômago que isso causa nos funcionários”, .

Dor de estômago

O composto lácteo, de origem desconhecida, tem provocado náuseas e dores de estômago nos trabalhadores, que mesmo sofrendo com os distúrbios causados pela má alimentação servida dentro da Flex, não tem sequer o direito a consultório médico. Isso é o que denuncia trabalhadores diante do rumo que as coisas tomaram, depois da denúncia que teve mais de 200 mil acessos em dois dias, em uma única rede social (Facebook).

Metalúrgicos

Pata o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Valdemir Santana, o que passa pela cozinha destas fábricas, Flextronics e LG, é uma vergonha. Elas são empresas multinacionais americanas, que faturam bilhões de dólares, que pouco ou quase nada contribuem com programas sociais e de qualificação e, mesmo assim, tentam impedir os trabalhadores de terem uma boa alimentação.

“Se os trabalhadores estão levando marmitas para dentro da fábrica, é porque a alimentação deles é de péssima qualidade. Não serve para o consumo humano”, argumenta o sindicalista.

Na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), as empresas tem ciência das suas obrigações e sabem que tem que servir café da manhã, almoço e lanche da tarde, na hora da saída. “Mas se o almoço é péssimo assim, imagina, o lanche”, questiona Santana.

Diante da repercussão que o caso tomou, Valdemir Santana disse que o Sindicato vai abrir “a temporada de caça” às empresas que ferem a CCT e que estejam trabalhando da forma como as americanas Flex e a LG trabalham. “Com certeza existem outras, principalmente as coreanas, que praticamente escravizam os seus funcionários”, finaliza Santana.

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