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Fiscal ofendido por ‘cidadão, não, engenheiro civil’ tem doutorado

O fiscal que foi atacado enquanto fazia seu trabalho em um estabelecimento no Rio de Janeiro tem um vasto currículo profissional e acadêmico. Trabalhando na Vigilância Sanitário, Flávio Graça ouviu de uma mulher frases como “a gente paga você, filho. O seu salário sai do meu bolso”, “Cadê sua trena? Quero saber como mediu sem trena” e “Cidadão, não. Engenheiro civil, formado. Melhor do que você”.

Flávio é veterinário, tem mestrado e doutorado pela Universidade Federal Rural do Rio (UFRRJ) e é pesquisador na área de sanidade animal.

Segundo o currículo Lattes do fiscal, ele é formado pela Universidade Federal Fluminense, desde 1991, como médico veterinário. Em 1997, tornou-se mestre em medicina veterinária pela UFRRJ e, em 2007, concluiu o doutorado na área de sanidade animal.

“Não cabe mais no Brasil o ‘Você sabe com quem está falando?’. Isso está ficando cada vez mais banido. Todo cidadão contribui com seus impostos para justamente nós o protegermos. Esse foi o princípio da cidadania que eles não exercem”, desabafou.

Hoje, Flávio é superintendente de Inovação, Informação, Projetos, Pesquisa e Educação da Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização e Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde do Município do Rio de Janeiro, desde 2017.

Por ironia, já Leonardo Santos Neves de Barros, o homem descrito pela esposa como “engenheiro civil formado”, recebeu uma parcela do auxílio emergencial de R$ 600 do governo em abril. O benefício foi criado para servir de amparo durante a pandemia do novo coronavírus a autônomos e desempregados. A informação consta no cadastro geral de beneficiários no Portal da Transparência.

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