Amazonas Destaques Manaus

Festival de Parintins

Defensoria Pública quer saber quais os estudos sobre a pandemia que Garantido e Caprichoso estão se baseando para propor festival em novembro

Bois tem cinco dias para fornecer informações para Defensoria Pública do Amazonas

Defensoria também enviou ofícios a Ufam e UEA, solicitando estudos sobre a viabilidade do festival ser realizado ainda esse ano

Os bumbás de Parintins, Garantido e Caprichoso, foram notificadas nesta segunda-feira (13) pela Defensoria Pública do Amazonas, para dar acesso a eventuais estudos científicos já elaborados sobre a viabilidade do evento nos dias 6, 7 e 8 de novembro. As duas agremiações anunciaram no final da semana passada, a realização do festival em novembro.


Após o anúncio, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) instaurou um Procedimento para Apuração de Dano Coletivo (Padac) com o objetivo de averiguar a viabilidade de realização do Festival Folclórico de Parintins em novembro, em meio à pandemia de Covid-19. O festival tradicional é realizado nos dias 28,29 e 30 de junho mas esse ano, em função do coronavírus, foi adiado sem data definida.


O Padac é um procedimento instituído para reunir informações sobre o problema investigado e dar condições para a elaboração de eventual ação, recomendação ou acordo extrajudicial futuros.


A assessoria explica que a preocupação da Defensoria é com a aglomeração de pessoas e o fato de o Festival atrair turistas de diversas regiões do Brasil e do exterior a Parintins.

A defensora pública Gabriela Gonçalves explica a medida:

“É vocação institucional da Defensoria Pública zelar para que a realização da festa não viole direitos fundamentais de índole superior, como a vida e a saúde”, explica.


Conforme informações de Caprichoso e Garantido, será possível realizar o Festival nos dias 6, 7 e 8 de novembro, pois serão seguidas normas de segurança sanitárias e, conforme estudos científicos não divulgados, está comprovada a viabilidade mesmo no contexto de pandemia.


A Defensoria também oficiou a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o Atlas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Amazonas (Atlas ODS Amazonas) para, caso possível, sejam elaborados estudos científicos sobre a viabilidade de realização do Festival.


“Há de se firmar a posição acerca da possibilidade ou não da realização com base em estudos científicos. É imperioso que estudos sejam realizados por pesquisadoras, pesquisadores e instituições independentes e isentas, de modo que as conclusões não tenham outra finalidade senão o respeito e compromisso com a ciência”, afirma o defensor público Luiz Gustavo Cardoso

Publicações relacionadas

Temporal em Manaus derruba árvores, fios de energia e destelha casas

Redação

Após reportagem no AMAZONAS DIÁRIO, adolescente com doença crônica ganha Cilindro de Oxigênio

Redação

Sem caixões, famílias temem ter parentes enterrados em sacos plásticos em Manaus

Redação

Deixe uma resposta