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Fábrica de cerveja é interditada após vigilância sanitária encontrar 1,8 tonelada de malte com fezes de rato em Manaus

Após encontrar 1,8 tonelada de malte em embalagens perfuradas e com fezes de rato, a Vigilância Sanitária de Manaus interditou uma fábrica de cerveja artesanal. Os produtos com alterações foram encontrados após uma fiscalização de rotina do órgão na fábrica, que deve ser multada.

Os produtos foram encontrados após a fiscalização que aconteceu na última terça-feira (16) e deu origem a um relatório técnico detalhado, concluído nesta sexta-feira. De acordo com os fiscais responsáveis pela inspeção, Fábio Markendorf e Ana Hilda Costa, o estabelecimento foi interditado “porque as irregularidades ofereciam risco iminente à saúde dos consumidores”.

A fábrica produz cerveja de marca própria e também chope comercializado em rede de restaurante local. A empresa poderá pagar multa de até 400 Unidades Fiscais do Município (UFMs), tendo cada Unidade o valor atual de R$ 108,95.

“Além da contaminação por fezes de roedores, o malte apreendido não tinha identificação de lote, data de fabricação, validade ou procedência”, diz a Prefeitura de Manaus.

Ainda de acordo com os fiscais, no local de armazenamento de malte havia sujeira e cascas que demonstram o consumo do conteúdo das embalagem por roedores.

Vigilância sanitária também encontrou outras irregularidades na fábrica — Foto: Divulgação/Visa Manaus

Vigilância sanitária também encontrou outras irregularidades na fábrica — Foto: Divulgação/Visa Manaus

Os fiscais verificaram outras irregularidades sanitárias na fábrica. Entre elas:

  • a falta de controle efetivo de pragas;
  • a conservação em depósito de produtos sanitizantes e saneantes vencidos e com identificação ilegível;
  • insumos depositados diretamente no chão
  • e cervejas em embalagens finais sem informação de validade ou lote.

Também foram encontrados Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no chão, resíduos de bagaço de malte exalando mal cheiro e material descartável na área de lavagem de barris, sinalizando a reutilização irregular de embalagens de uso único.

“Falhas no processo, por acidente ou negligência, podem causar danos muito graves aos consumidores”, aponta a fiscal Ana Hilda, citando o caso recente da cervejaria mineira Backer, de onde saíram lotes de cerveja contaminada responsáveis pela morte de vários consumidores no país, em janeiro deste ano.

A fábrica permanecerá interditada até a remoção comprovada do risco sanitário.

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