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Ex-secretária é alvo de investigação em SP

Manaus – A ex-secretária de Saúde do Amazonas Simone Papaiz foi alvo nesta sexta-feira (17) de uma operação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil daquele Estado para apurar irregularidades em contrato de R$ 483 mil fechado entre a Prefeitura de Bertioga e a empresa Portela Mercantil e Prestação de Serviços, para locação de equipamentos hospitalares, para implantação de dez leitos de UTI na cidade. As informações são do Estado de São Paulo.

Segundo a Promotoria, o contrato investigado foi assinado pela ex-secretária de Saúde do município, Simone Papaiz, que deixou o cargo para assumir a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas. Ela foi presa temporariamente, no último dia 30 de junho, na Operação Sangria, ofensiva da Polícia Federal e do Ministério Público Federal que apura supostas fraudes e desvios na compra de respiradores.

Cerca de 12 promotores e 60 policiais civis cumpriram 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Bertioga, Santo André, Mogi das Cruzes, Suzano e São Paulo.

Fraudes Simone foi presa temporariamente, em 30 de junho, na operação Sangria, ofensiva da Polícia Federal e do MPF do Amazonas (Foto: Divulgação/Secom)

O Ministério Público de São Paulo informou que as apurações identificaram vínculos entre as empresas envolvidas no processo administrativo e na execução do contrato investigado – ‘confusão societária, vínculos empregatícios e propriedade dos equipamentos hospitalares fornecidos’.

Segundo os promotores, as relações indicam ‘eventual conluio’ entre as companhias, ‘com a finalidade de fraudar a contratação pelo órgão público’.

O MP-SP também apontou suspeita de que as empresas investigadas obtêm, no mercado clandestino, equipamentos médicos velhos e descontinuados, ‘alguns até fora de uso’.

“Eles recebem adaptações totalmente à revelia dos respectivos fabricantes, de modo que parte destes equipamentos acaba se mostrando inservível. Outros equipamentos, embora aparentemente funcionais, podem estar funcionando de maneira inadequada, colocando em risco, inclusive, a vida das pessoas que venham a fazer uso deles”, registrou a

Promotoria em nota

Até a publicação desta matéria, a reportagem não havia obtido contato com a prefeitura de Bertioga e com a empresa Portela Mercantil.

Em 30 de junho, o Ministério Público Federal (MPF) afirmou que a compra de respiradores superfaturados durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), teve a participação direta do governador do Amazonas, Wilson Lima. Ele, empresas prestadoras de serviço e funcionários do alto escalão da Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam), incluindo a titular da pasta, Simone Papaiz.

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