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Estado gasta R$ 9,7 mi com Caics fechados

Manaus – Mesmo com os Centros de Atenção Integral à Saúde da Criança (Caics) fechados há meses por causa da pandemia de Covid-19 no Amazonas, eles custaram, neste ano, R$ 9,7 milhões aos cofres públicos em contratos com plantão pediátrico. A denúncia foi revelada, nesta segunda-feira (14), na coluna do jornalista Alex Braga nos jornais DIÁRIO DO AMAZONAS e DEZ MINUTOS.

Equipe do GDC conferiu que todos os Caics e Caimis estão fechados (Foto: Laurismar Sampaio/GDC)

O governo do Amazonas decidiu fechar, em 24 de maio, o atendimento nas unidades de saúde. Ainda com todas as unidades fechadas, a Secretária de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) contratou serviços especializados na prestação de serviços de pediatria em sistema ambulatorial da Cooap Cooperativa Amazonense de Pediatria para atuar nos Caics.

Segundo o Portal da Transparência do Amazonas, a Cooap Cooperativa já possui empenhada junto à SES-AM, mais de R$ 9,7 milhões e recebeu cerca de R$ 6,8 milhões. Os últimos pagamentos foram realizados no início do mês de setembro. Segundo o contrato, a fonte de recurso é do Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus.
De acordo com um servidor, que preferiu não se identificar para medo de represálias, os funcionários que não são “protegidos” são obrigados a ficar nas unidades, servindo de “vigias de luxo” mesmo com a unidade equipada e preparada para atender.

“Não entendo porque não podemos atender à população, se temos o ambulatório cheio e toda a estrutura. Mas, depois das denúncias do GRUPO DIÁRIO DE COMUNICAÇÃO (GDC), um diretor foi demitido e já estão agendando uma reunião geral para marcar uma data de reabertura. Parabéns por trabalharem em prol do bem comum”, revelou.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) informou que os Caics e Centros de Atenção Integral à Melhor Idade (Caimis) estão fechados devido à pandemia de Covid-19 e que as unidades vão passar por uma estruturação física e de serviços.

Cerca de 900 servidores trabalham nos Caics e Caimis que permanecem gerando custos aos cofres públicos, com folha de pagamento, contratos e gastos para manter a estrutura que continua funcionando, mas sem atender as crianças e idosos que buscam por atendimento.

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