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Enchente deve ‘castigar’ novamente o Centro de Manaus

O nível de chuvas deve deixar, novamente, Manaus “debaixo d’água”, com previsão de grande enchente para esse ano. A informação é do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

O INPA já anuncia uma cheia semelhante a de 2009, quando o nível das aguas chegaram até a Praça do Relógio, em frente a Igreja da Matriz. As chuvas estão acima da média na Amazônia Central e Ocidental, portanto, a previsão é de cheia severa na capital amazonense.

Conforme o pesquisador do órgão, Jochen Schöngart, a cota máxima do Rio Negro deve atingir 29,51 metros, em média, com margem de erro de 30 centímetros para cima ou para baixo (29,21 m-29,81 m).

Dessa maneira, a área central corre grande risco de ficar com as ruas alagadas, casas submersas e pessoas transitando por cima de pontes de madeira.

Com a nova marca para a cheia de 2021, este deve ser o sétimo evento de cheias severas nos últimos dez anos (2012, 2013, 2014, 2015, 2017, 2019 e 2021). A maior enchente da história foi registrada em 2012, quando a cota do rio atingiu 29,97 m.

Em 2009, o rio Negro já havia atingido a marca de 29,77 metros. A primeira grande enchente aconteceu em 1953, ano em que as águas alcançaram 26,69 metros.
A capital Manaus e os municípios de Manacapuru e Itacoatiara estão em alerta para cheias entre junho e julho.

A previsão de cheia do Inpa reforça a previsão oficial do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) publicada no último dia 31 de março. Os novos alertas de cheias da CPRM estão previstos para 30 de abril e 31 de maio.

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