Política

Em evento no Sul, Lula expõe preocupação com segurança e veta até tubo de álcool em gel

PORTO ALEGRE – Em Porto Alegre desde a manhã desta quarta-feira (1º), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma agenda que evidenciou preocupações com a segurança, mas ofereceu brechas em abordagens corpo a corpo.

O receio da equipe do ex-presidente com o assunto tem sido constante, a ponto de ter influenciado na decisão de adiar viagem a Santa Catarina que ocorreria também nesta semana.

A primeira reunião de Lula, acompanhado de Geraldo Alckmin, nesta quarta ocorreu em um salão do hotel Plaza São Rafael, no centro de Porto Alegre. Apesar se acompanhado por pelo menos quatro seguranças à paisana, Lula foi abordado diretamente por simpatizantes no saguão que não haviam passado por revista.

Enquanto Lula se reunia com representantes de partidos aliados, os seguranças se mantiveram no saguão. Em frente ao hotel havia apenas duas motos da Brigada Militar (a PM gaúcha) e uma viatura da Guarda Municipal. Não houve protestos e os simpatizantes deixaram o hotel tão logo Lula encerrou a rápida passagem pelo local.

Mais tarde, Lula irá para um “ato pela democracia” organizado pelo PT em uma casa de shows fechada próxima ao aeroporto. Conforme a organização, o público terá livre acesso ao local até o limite de 6.000 pessoas.

No local, há detector de metal e revista de bolsas. Conforme os mais de 20 “orientadores” que resguardam as entradas, é vetado tudo o que pode ser “arremessável” ou cortante. Apesar da aglomeração, tubinhos de álcool gel estão entre os itens vetados.

Descartados em tonéis ficam objetos como garrafas plásticas, cosméticos, escovas de cabelo, alimentos e hastes de bandeira de materiais que não são de PVC, como madeira e alumínio.

No período em que a reportagem permaneceu ao lado dos portões de acesso, apenas um homem de 80 anos foi barrado, por insistir em entrar com uma garrafa d’água. Conforme um orientador, há água à disposição no ambiente interno, mas em copos.

A Polícia Federal apresentou na terça-feira (31) um esquema de segurança inédito que será disponibilizado para a proteção dos candidatos à Presidência.

O reforço na operação de garantia da segurança dos postulantes ao Palácio do Planalto foi feito diante do atual cenário de polarização e tensão política, bem como o histórico de violência no pleito anterior.

Entre outros pontos, o plano apresentado pela PF envolve a criação de um grupo de inteligência de segurança aos presidenciáveis e a definição de uma metodologia para identificar os riscos contra cada candidato.

Pela primeira vez, cada campanha poderá escolher os policiais federais que vão coordenar o esquema de segurança.

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