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Criada no AM, cápsula ‘Vanessa’ salva vidas pelo Brasil

Manaus –  Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e Ministério da Saúde (MS), como método eficaz no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus, a Ventilação Não Invasiva (VNI), método utilizado pela cápsula denominada como ‘Vanessa’, desenvolvida pela Rede de Hospitais Samel, em parceira com o Instituto de Tecnologia e Biotecnologia Transire, é uma inovação que nasceu em Manaus, meio à pandemia da Covid-19, neste ano de 2020.

Equipamento evita proliferação do vírus e protege pacientes e profissionais de saúde (Foto: Cleuton Silva/Divulgação)

Segundo o diretor do grupo, Ricardo Nicolau, a cápsula ‘Vanessa’, evita o procedimento de intubação. Ela foi desenvolvida por profissionais da saúde da Samel, após o atendimento de uma paciente de 30 anos, chamada ‘Vanessa’, que apresentava um quadro de asma e precisou ser intubada.

“No momento que os profissionais estavam intubando, os médicos e fisioterapeutas, viram a necessidade de criar uma alternativa menos invasiva do que a intubação, até pelo perfil da paciente, ela tinha uma característica positiva, boa, mas no momento a técnica que se tinha era de fazer a intubação, e no dia seguinte, nossos profissionais, criaram a versão 1.0”, explicou Ricardo Nicolau.

Hoje, na versão 4.0, a metodologia inclui tubos de PVC, com o plástico fazendo a proteção tanto do paciente quanto do profissional da saúde. Os três filtros instalados na parte superior da cápsula permitem com que, seja feita a filtragem absoluta, de vírus, bactérias e fungos. A VNI permite ainda o tratamento mais eficaz de pacientes com insuficiência respiratória.

Segundo Ricardo Nicolau, a VNI funciona por meio de um Bipap, um tipo de respirador mecânico que é usado em suporte de ventilação por pressão, que trabalha com uma pressão respiratória maior e outra menor, o aparelho é administrado por uma máscara nasal ou facial.

O uso da cápsula em pacientes com a Covid-19 fez com que os resultados se tornassem positivos. A permanência dos pacientes em médica é de cinco dias, se comparando aos outros tratamentos que são em até 14 dias.

“A cápsula permite que o tratamento seja feito para todos os tipos pacientes, porque não tinha e não tem a quantidade necessária de UTI’s, nem todos os hospitais tinham seus leitos preparados, essa metodologia permite dar uma condição a todos os pacientes, seja ele, em uma enfermaria, apartamento, no isolamento ou em UTI”, destacou Nicolau.

Mais de 50 municípios do Amazonas utilizaram o método da cápsula Vanessa, bem como o Hospital de Campanha Municipal Gilberto Novaes, desativado no mês de junho. Estados da região norte, sul e centro-oeste também aplicaram o método.

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