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CPI remarca oitiva do dono da ‘Norte’

Manaus – O proprietário da Norte Serviços Médicos, Frank Andrey Abreu, não compareceu para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, nesta segunda-feira (10). A empresa é conhecida por lavar 44 toneladas de roupas do hospital de campanha da Nilton Lins. O empresário presentou uma recomendação médica do Hospital Albert Einstein, que pede afastamento de suas atividades por 60 dias. O documento não foi aceito pelos deputados. A oitiva foi reagendada para quinta-feira (13).

Segundo o presidente da CPI da Saúde, delegado Péricles (PSL), os membros não aceitaram a solicitação do proprietário da Norte Seviços Médicos. “Nós recebemos a sugestão do médico que pede que ele se afaste, mas a declaração é do mesmo dia em que ele chegou em São Paulo. Estamos analisando isso. De qualquer forma, remarcamos a oitiva dele para quinta-feira (13), às 16h30, sob pena de comparecimento por condução coercitiva”, explicou.

Nesta quarta-feira (12), os membros da CPI da Saúde vão realizar uma inspeção no Hospital e Pronto-Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz , conhecido como a unidade de referência para o tratamento de Covid-19 no Amazonas.

Dentre os requerimentos apresentados e aprovados, o Nº 75/2020, do deputado Wilker Barreto (Podemos), solicita à Gerência de Patrimônio da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) cópias de todos os documentos comprobatórios dos envios de equipamentos para o Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz e hospital de campanha da Nilton Lins, com suas respectivas notas fiscais de aquisição e termos de envio do Ministério da Saúde. “Nós precisamos saber se o dinheiro passado para a Covid-19 foi pago em duplicidade, por isso, os requerimentos de minha autoria, hoje aprovados, que pedem todas as informações da Central de Medicamentos e da Susam, a respeito de equipamento, mão de obra e remédios ficarão claro após a inspeção”, afirmou Wilker Barreto.

O relator da CPI da Saúde, deputado Fausto Júnior, informou que as investigações vão mirar os municípios do interior. “Não podemos nos eximir de investigar o interior do Estado, que é onde está realmente o grande problema e onde há mais necessidade, onde as pessoas são mais carentes e precisam de uma atenção adequada. Estarei, juntamente com membros da CPI, indo em alguns municípios fiscalizar a ação das prefeituras durante a pandemia de Covid-19”, explicou.

Um dos desafios da CPI da Saúde é prorrogar os trabalhos da comissão que investiga os contratos da Saúde pública do Amazonas. O pedido será levado ao plenário da Assembleia Legislativa do Estado (ALE) e precisará do apoio dos deputados para que os trabalhos continuem por mais 60 dias.

Membro da CPI, o deputado Wilker Barreto não acredita no apoio dos demais parlamentares para a continuação dos trabalhos. “Eu não acredito que o plenário irá prorrogar. É o mesmo plenário que arquivou o impeachment e esta CPI não agrada o governo. Como eles são governistas, eles com certeza não irão aprovar. O espírito público precisa prevalecer dentro dessa Casa e a CPI da Saúde precisa de mais 60 dias para avançar nos trabalhos, sob pena da sociedade julgar mais uma vez de forma triste os trabalhos deste parlamento”, frisou o deputado.

Na quarta-feira (12), às 14h, os membros da CPI da Saúde irão realizar uma inspeção no Hospital Delphina Aziz. Às 15h, será ouvido o empresário Sérgio Chalub, proprietário da Líder Serviços de Apoio a Gestão de Saúde Ltda, que já faturou mais de R$ 15 milhões em contratos com o Governo do Amazonas. Às 16h30 está agendado o depoimento de Frank Andrey Abreu, apontado como o verdadeiro dono da Norte Serviços Médicos.

Na próxima segunda-feira (17), às 10h, será a oitiva de Priscila Augusta Lira de Castro, que já trabalhou no financeiro da Susam. À tarde, às 15h, será a vez do depoimento de Francisco Arnóbio Bezerra Mota. Na quinta-feira (20), às 15h, será a oitiva de Francisco Deodato Guimarães.

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