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Considerada morta, amazonense vence coronavírus após 26 dias internada

“Perdi a fala, depois a memória. Os médicos informaram à minha família que apenas 20% dos meus órgãos funcionavam. Estava considerada morta”

O relato é da assistente social, Lucivane Pimentel. Aos 41 anos, ela venceu o novo coronavírus (covid-19) e pode afirmar que ganhou uma segunda chance de vida.

Em entrevista ao BNC Amazonas, Lucivane conta os detalhes dos dias na UTI e da angústia de ser contaminada pela doença que já matou 649 pessoas no Amazonas até este momento, e infectou mais de 8 mil.

Parada cardíaca

Natural de Barreirinha (a 330 km de Manaus), Lucivane mora em Manaus desde a adolescência. Aqui, já se formou em Assistência Social e estuda Direito.

Os primeiros sintomas do coronavírus, lembra ela, começaram no fim de março.

“Tosse, falta de ar e dor no peito. Me isolei para proteger minha família. Os sintomas se agravaram em uma semana. Foi quando procurei a UBS do Coroado. Pensei que ia e voltaria logo pra casa. Mas fui direto pro oxigênio”, conta.

Em seguida, a assistente social foi transferida para o Hospital Delphina Aziz, onde ficou em observação, a partir do início de abril.

“Fui jantar. Me engasguei e tive uma parada cardíaca. Lembro de já ter acordado na UTI. Entrei em desespero. Afinal, ali é um lugar que ninguém queria estar. Só pensava nos meus filhos e no meu marido”, relata.

Cloroquina

Foram 15 dias na UTI. Conforme o tempo passava, os médicos viam a vida de Lucivane se aproximando do fim com o avanço rápido do coronavírus.

“Perdi a memória, depois a fala. Os médicos informaram à minha família que apenas 20% dos meus órgãos funcionavam. Estava considerada morta”, relata.

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Os médicos pediram autorização para fazer o tratamento com cloroquina, protocolo utilizado para pacientes em estado grave e crítico.

“A gente não dá esperança, mas é um recurso que vamos tentar”, avisaram os profissionais de saúde.

O tratamento começou. Ao mesmo tempo, a medicação contra uma bactéria no pâncreas também surtiu efeito. Os órgãos de Lucivane começaram a reagir. Era a vida retornando.

“Atribuo a cura a Deus que tem um propósito em nossas vidas. Agradeço as orações dos meus amigos e familiares, a dedicação dos médicos, enfermeiros e técnicos do  Hospital Delphina Aziz”.

Condomínio em êxtase  

Lucivane voltou pra casa nesta terça-feira, dia 5.

O condomínio onde mora, no bairro Aleixo, parou para homenageá-la.

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