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Cinco cidades do AM registram surto de casos de dengue este ano

Levantamento apontou presença do mosquito Aedes aegypti em 45 municípios do Amazonas. — Foto: Divilgação/FVS-AM
Levantamento apontou presença do mosquito Aedes aegypti em 45 municípios do Amazonas. — Foto: Divilgação/FVS-AM

Levantamento apontou presença do mosquito Aedes aegypti em 45 municípios do Amazonas. — Foto: Divilgação/FVS-AM

Cinco cidades do interior do Amazonas registram surto de dengue este ano, de acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). O Estado, segundo a Fundação, possui 45 municípios com a presença do mosquito Aedes aegypti.

Os municípios com o maior número de casos são: São Gabriel da Cachoeira, com 1.129; Guajará, com 1.055 casos; Carauari, com 840 casos; Tabatinga, com 596 casos; e Eirunepé, com 48 casos.

De acordo com o chefe do Departamento de Vigilância Ambiental, Elder Figueira, equipes da FVS-AM devem fazer visitas técnicas aos municípios. “Ainda em 2019, a supervisão foi realizada em São Gabriel da Cachoeira, Carauari e Tabatinga, e este ano está programada a ida nas próximas semanas a Guajará e Eirunepé”, explicou.

A região está no período de sazonalidade de doenças transmitidas pelo aedes. O período risco de aumento de casos de dengue, zika e chikungunya no Amazonas segue até o mês de maio, simultaneamente com a intensificação das chuvas.

De acordo com o último Boletim Epidemiológico da FVS-AM sobre as Arboviroses transmitidas por Aedes aegypti, 7.206 casos de dengue foram notificados em 2019 no Amazonas. No período, não houve registro de óbitos pela doença, segundo a Fundação.

O Laboratório de Saúde Pública (Lacen-FVS) identificou que 80% dos casos confirmados foram de dengue tipo 1, e 20% de dengue tipo 2. Em relação à chikungunya, 191 casos foram notificados em 2019, e 108 casos de zika vírus.

“Com a epidemia por dengue vivenciada no país, em que foram registrados mais de 1,6 milhões de casos e quase 700 óbitos, o nível de alerta no Amazonas também aumentou. Por isso, a necessidade de intensificar as ações de prevenção e controle”, disse a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Costa Pinto.

A melhor forma de combater o mosquito, de acordo com o diretor técnico da FVS-AM, Cristiano Fernandes, é cada pessoa dedicar dez minutos semanais da sua rotina para verificar possíveis depósitos de água parada. “O mosquito aproveita todos os espaços que possam acumular água, portanto, neste momento, é essencial esse compromisso de combater esse vetor que faz tanto mal à saúde”, disse.

Rotina semanal

A limpeza dos recipientes de água deve ser realizada pelo menos uma vez na semana, com água e sabão, esfregando bem para a remoção de possíveis ovos. A FVS recomenda o cuidado redobrado com o lixo doméstico e recipientes plásticos que, quando inadequadamente descartados, acumulam água e se tornam criadouros do Aedes aegypti.

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