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Campanha de Arthur Virgílio coloca Amazônia e Zona Franca na agenda do PSDB

Fotos – https://flic.kr/s/aHsmX8Hxcw (Karla Vieira / Assessoria AVN)

Uma das principais bandeiras da campanha de Arthur Virgílio Neto nas prévias do PSDB – a defesa da Amazônia com um Plano Nacional de Uso Sustentável da Floresta e, consequentemente, a manutenção da Zona Franca de Manaus – já foi transformada em agenda do partido nas eleições presidenciais. Isso ficou claro, na noite desta quarta-feira (17.11), durante o último debate das eleições primárias, promovido pela rede CNN Brasil. O tema dominou grande parte do debate e os outros dois candidatos assumiram, publicamente, o compromisso de transformar essas propostas em programas de governo, independentemente de quem for o vencedor no próximo domingo (21).

“Entrei na campanha para ser a voz da Amazônia. Meu objetivo era levar o assunto para discussão nacional, quebrar um certo preconceito e desconhecimento em relação à região e estou muito satisfeito com os resultados”, analisou Arthur, após o debate. “Precisamos massificar esse tema, deixar claro que o Brasil sem a Amazônia é insignificante e devemos olhar para ela com sabedoria e humildade. É obrigação dos brasileiros salvar aquela região, porque ela salva o Brasil”, afirmou.

Virgílio destacou também a inclusão da ZFM na agenda das prévias. “Importante também que a discussão sobre a Amazônia leva à discussão sobre a Zona Franca. O Brasil precisa parar de odiar e de temer a ZFM. Precisamos mesmo é encontrar formas de mantê-la saudável, com as reformas estruturais necessárias. É ela que mantém a floresta em território amazonense em pé”, reforçou. “As propostas apresentadas pelos outros dois candidatos do PSDB são boas, mas precisamos avançar. Precisamos de um presidente da Amazônia”, disse.

Em análise pós-debate, os jornalistas da CNN apontaram essa vitória de Virgílio, destacando que a agenda Amazônia é uma das mais importantes do país e está mexendo com o cenário político nacional e as relações internacionais. Arthur Virgílio vem alertando que os crimes cometidos durante o governo Bolsonaro contra o meio ambiente estão destruindo a floresta, as potencialidades econômicas que vêm dela e o compromisso com a redução de emissão de gás carbônico para conter o avanço do aquecimento global. Ele também vem apontando o risco do boicote internacional aos produtos do agronegócio brasileiro em função do desmatamento, como está ocorrendo agora, com a União Europeia pedindo o fim das importações de carne e soja, principalmente.

Outra vitória de Arthur durante o debate foi o compromisso dos governadores João Doria e de Eduardo Leite em não abandonar o PSDB em caso de derrota nas prévias e, ao contrário, caminhar coeso com o candidato vencedor, para construir uma candidatura de peso para a presidência da República em 2022. “Sai de casa hoje para vir ao debate com a firme intenção de transformar esse encontro em uma reunião de conciliação e saio daqui com a palavra de honra dada pelos dois de que caminharemos juntos para a reconstrução do PSDB e a construção de uma candidatura forte”, afirmou Arthur. “Isso deverá conter certos rumores”, disse, referindo-se às constantes informações divulgadas sobre um racha no partido, em função da disputa interna.

O candidato do Amazonas, no entanto, se manteve firme na proposta de “desbolsonarizar” o PSDB. “Estamos numa eleição fraterna e bicada de amor não dói. O que dói são as bicadas mal-intencionadas. Precisamos desbolsonarizar o PSDB. Se tem alguém que tem simpatia pelo atual presidente, procure um dos partidos aí fora que também tem afinidade com ele”, cutucou Virgílio. Ele defendeu que, logo após as prévias, o assunto seja colocado na mesa pela presidência do partido. “Prefiro um partido menor, mas ético e limpo”, afirmou.

Sobre o processo das eleições primárias, ele disse que o modelo ainda não é o ideal, mas que é um começo muito importante, que possibilitará que, aproximadamente, 44 mil pessoas exerçam seu direito de escolha no próximo domingo, bem diferente dos modelos impostos no país, onde a decisão está concentrada na mão de poucos mandatários e delegados partidários. “Ainda não é o ideal, mas precisávamos começar. Sou a favor do voto universal, um homem, um voto, sem distinção de pesos”, defendeu Virgílio.

Durante os quatro blocos, os candidatos fizeram perguntas entre si e responderam perguntas dos jornalistas da CNN com assuntos que estiveram na agenda das prévias, durante os últimos meses: eleições de 2022, recuperação econômica do país, privatizações, reformas política, administrativa e tributária, meio ambiente, ciência e tecnologia, entre outros.

“Todas as soluções apresentadas pelo atual governo para recuperar a economia são falsas. Sabemos o que resolve o caos das contas públicas: responsabilidade fiscal, normalizar a vida cambial do país e controlar a inflação. O que resolve são as contas equilibradas e o juízo dos governantes. Precisamos reorganizar o país, trazendo de volta o tripé macroeconômico implantado pelo economista Armínio Fraga, no governo Fernando Henrique Cardoso. A solução verdadeira é ter um país harmônico e parlamentares que não participem de excrescências como as emendas de relator, que abrem outro rombo fiscal”, finalizou.

Durante a campanha das prévias, Arthur Virgílio viajou para todas as regiões do país defendendo suas bandeiras de campanha e, às vésperas das eleições primárias, considera que cumpriu seus objetivos. “Honrei meus compromissos com o Amazonas nos espaços mais altos da política brasileira. Espero ter aberto às portas para que outros políticos amazonenses possam pleitear o cargo de presidente”, finalizou.


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